Porém, o primeiro integrante do Z4 é o Santos, que tem dois pontos a menos que o Grêmio, mas também dois jogos a menos. No mesmo horário, o Atlético-PR venceu o time paulista por 3 a 2. Curiosamente, foi o time de Renato quem impediu o Grêmio de dormir entre os quatro últimos.
Partida equilibrada no Estádio de Pituaçu
A partida se mostrou equilibrada no primeiro tempo. Embora o Bahia mantivesse mais a posse da bola, cometeu muitos erros de passe, dando ao Figueirense chance de avançar. Nos últimos minutos da etapa, o time visitante pressionou ainda mais o Bahia. Júlio Cesar cruzou na área para Wellington, que chutou forte, mas Marcelo Lomba fez a defesa, levantando a torcida.
Aos 38 minutos, Jobson recebeu pela esquerda, cortou para o meio e chutou. Mas foi a vez de Wilson fazer uma grande defesa, para logo em seguida, aos 42 minutos, o Estádio de Pituaçu explodir de alegria com o gol de Reinaldo, o segundo dele no campeonato. Ávine pegou a sobra da zaga catarinense, arriscou o chute cruzado, Reinado girou e finalizou na rede adversária.
No segundo tempo, a equipe tricolor voltou mais estimulada. Aos 9 minutos, Jobson roubou a bola no meio campo e encaixou um contra ataque, lançando para Reinaldo, que chutou, mas foi para fora. Pouco depois, de novo Jobson recebeu na esquerda, finalizou mal e chutou novamente para fora. Nessa sequência de tentativas para ampliar o placar, Ricardinho fez um grande passe para Ávine, na área, e o lateral, com um toque de cabeça, fez o segundo do Bahia.
Numa bobeira da defesa tricolor, porém, Héber arriscou o chute, Marcelo Lomba espalmou para o lado e Wellington diminuiu a diferença para o Figueirense. Mas o torcedor baiano voltou a sorrir aos 46 minutos, com o gol marcado por Jones.
Muita água em Curitiba
Apesar da forte chuva que caía em Curitiba, o primeiro tempo teve um início fulminante e, já aos 12 minutos, o placar apontava 2 a 1 para o Atlético-PR. Logo aos quatro minutos, o torcedor presente na Arena da Baixada presenciou um golaço. Cléber Santana invadiu a área, driblou quatro jogadores, quase foi atrapalhado por uma poça d'água, mas conseguiu finalizar no ângulo esquerdo de Rafael, abrindo o placar. O gol animou o Atlético-PR, que ampliou quatro minutos depois. O zagueiro Manoel aproveitou uma boa cobrança de escanteio, subiu sozinho, na entrada da pequena área e cabeceou forte, sem chance para o goleiro santista.
A vantagem animou o torcedor paranaense, que via sua equipe finalmente apresentar um bom futebol. Mas, quando parecia que o time da casa poderia deslanchar e até chegar a uma goleada, o Santos diminuiu. Neymar aproveitou sobra na entrada da área, cortou dois marcadores e bateu no canto direito de Renan Rocha, para fazer um belo gol, aos 12 minutos.
Daí para frente, o ritmo do jogo diminuiu. Os jogadores demonstravam muita dificuldade em tocar a bola por conta das poças no gramado, principalmente na entrada da área do Atlético-PR, região mais castigada pela água. A última boa chance de gol no primeiro tempo só poderia sair de uma bola parada. Elano bateu bem falta sofrida por Neymar, mas Renan Rocha foi buscar, no ângulo direito, colocando a bola para escanteio.
O segundo tempo começou como terminou o primeiro: muito amarrado no meio-de-campo, com ambas as equipes com dificuldades para tocar a bola, ainda fruto da chuva que não dava trégua em Curitiba. Apenas aos 15 minutos, a primeira oportunidade. Paulinho recebeu bom passe de Morro Garcia, já dentro da área, e bateu forte. A bola passou à direita de Rafael, tocando a rede pelo lado de fora.
Mas quem chegou ao gol foi o Santos. Aos 18 minutos, Pará arrancou pelo lado direito e tocou para Borges, que estava de costas para a zaga. Com velocidade, o atacante girou para cima do zagueiro e bateu forte, de pé esquerdo, no canto direito do goleiro para fazer outro belo gol na partida e deixar tudo igual. O gol deu novo ânimo ao jogo e o Santos quase virou dois minutos depois. A poça d'água traiu a zaga do Atlético-PR, Ganso aproveitou, roubou a bola e bateu forte, para a defesa de Renan. No rebote, Neymar bateu no travessão. Borges ainda tentou aproveitar a sobra com outro chute, mas foi bloqueado.
O ritmo da partida voltou a diminuir. O Atlético-PR ficava mais com a bola, mas não conseguia acertar o último passe. Já o Santos sofria com a falta de criatividade do meio-de-campo que tinha Paulo Henrique Ganso e Elano, vaiado pela torcida a cada vez que tocava na bola, muito apagados. Quando parecia que o confronto terminaria mesmo em 2 a 2, brilhou a estrela do veterano Marcinho, ex-Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro. Aos 46 minutos, ele aproveitou um cruzamento de Wagner Diniz, desviado por Rodriguinho, e tocou de cabeça no canto direito do goleiro. Festa da torcida do Atlético-PR, que com a vitória vê a equipe respirar um pouco no Brasileirão.