Com o Maracanã lotado por 71.527 pagantes, as duas seleções fizeram um ótimo jogo e o estádio teve maioria para a torcida mexicana. Em alguns momentos apenas, os brasileiros festejaram a Azzurra. Como antes da partida, quando as escalações das equipes foram anunciadas e o polêmico atacante Balotelli foi o mais ovacionado.
Ou, principalmente, aos 26 minutos do primeiro tempo, quando o mesmo Balotelli sofreu falta na intermediária do campo de ataque e os gritos de “Pirlôôô!” tomaram o estádio. Com uma cobrança magistral do meia no ângulo direito da trave de Corona, a Itália fez 1 a 0.
Àquela altura, a equipe europeia dominava o jogo. Balotelli, à frente da linha de três jogadores formada por Giaccherini, Montolivo e Marchisio, era acionado a todo instante e arriscavada chutes de longe. Em um desses lances, Corona soltou e quase Montolivo marcou. Pirlo ainda sofreu pênalti claro não marcado pelo árbitro chileno Enrique Osses.
O gol acordou a seleção mexicana, que espelhava o esquema 4-2-3-1, usado pela Itália. Giovani e Chicharito Hernandez passaram a trocar de posição e o baixinho Aquino, pelo meio, contra-atacava com Guardado, avançando pela esquerda.
O gol de empate só saiu, no entanto, por causa de uma falha grotesca do zagueiro Barzagli, que foi desarmado por Giovani e cometeu pênalti, quando o meia-atacante mexicano entrou na área. Aos 33, Chicharito bateu e empatou.
O segundo tempo começou com a Itália, de novo, dominando o meio de campo. De la Torre, técnico do México, reforçou a marcação com Mier no lugar de Aquino. Prandelli respondeu com o atacante Cerci no lugar do volante e meia Marchisio.
Balotelli, sempre acionado, recebeu lançamento de Pirlo, enrolou-se com Rodriguez e pediu pênalti. Não funcionou. Aos 32 minutos, ele teve nova chance. Giaccherini recebeu de De Rossi e tocou na área. O atacante do Milan (ITA) ganhou de Rodriguez e chutou na saída de Corona e marcou o segundo.
A cinco minutos do fim, Prandelli resolveu poupá-lo e o substituiu por Gilardino. E Balotelli deixou o campo ovacionado. Foi o primeiro jogo do atacante, de 22 anos, no Brasil. O México não conseguiu mais furar o forte sistema defensivo da Itália.