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Barcelona de Guayaquil tem sido carrasco dos brasileiros na Libertadores

Time equatoriano terá dois desfalques importantes para o primeiro jogo da semifinal na quarta-feira

Time equatoriano não vai pedir forças contra o Grêmio por uma vaga na final da competição sul-americana
Time equatoriano não vai pedir forças contra o Grêmio por uma vaga na final da competição sul-americana Foto : Guilherme Dionizio / Folhapress / CP
O Grêmio dá início na próxima quarta-feira à briga por uma vaga na grande final da Libertadores da América deste ano. E se o adversário não tem tanta tradição no torneio continental como o tricolor, tem feito alguns estragos. O Barcelona de Guayaquil é o carrasco dos brasileiros até aqui na Libertadores da América. Três times do país já cruzaram pelo caminho dos equatorianos na competição deste ano e todos eles tiveram problemas. O primeiro foi o Botafogo, que na fase de grupos enfrentou o Barcelona duas vezes. No Equador, empate em 1 a 1, e no Rio de Janeiro o Fogão foi derrotado por 2 a 0.

Nas oitavas de final, foi a vez de o Palmeiras medir forças com o Barcelona. E o confronto foi bastante equilibrado. No estádio Monumental de Guayaquil, vitória dos equatorianos por 1 a 0. Na volta, no Allianz Parque, o time paulista devolveu o placar. Só que nos pênaltis o Barcelona foi mais competente e venceu por 5 a 4. O rival seguinte, nas quartas de final, seria o Santos. O Peixe arrancou um bom resultado na partida de ida, fora de casa, ao empatar em 1 a 1. Mas uma das características da equipe do Equador é jogar bem longe de seus domínios. E isso aconteceu na Vila Belmiro. O Barcelona foi melhor, bateu o Santos por 1 a 0 e se credenciou a enfrentar o Grêmio na semifinal.

“O Barcelona na Copa Libertadores da América se caracteriza por ser um time muito vertical e rápido pelos lados do campo. Em 2016, no campeonato equatoriano, era um time que gostava de ficar mais com a bola e propor o jogo. Na Libertadores tem utilizado uma estratégia mais cautelosa”, avalia o repórter do jornal Expreso, de Guayaquil, Steffano Dueñas.

O técnico uruguaio Guillermo Almada ganhou dois desfalques de peso para encarar o Grêmio. O principal deles é o atacante Jonathan Álvez, artilheiro do time na competição com cinco gols. O substituto já está definido e é um velho conhecido do futebol gaúcho: Ariel Nahuelpán, que defendeu o Inter em 2016 e teve péssimo desempenho. Álvez pegou um jogo de suspensão por ter sido expulso diante do Santos e retorna no jogo em Porto Alegre. Já o volante brasileiro Gabriel Marques desfalcará o Barcelona nas duas partidas, já que foi suspenso pela Conmebol em três jogos por ter agredido um atleta do Santos.

“O Jonathan Álvez é um jogador muito importante, é o homem-gol do Barcelona. Álvez marcou gol contra Botafogo, Palmeiras e Santos (dois). Ou seja, ele sempre faz gols contra os brasileiros”, destaca Dueñas. “O time também perde muito sem o Gabriel Marques. Ele e o Matías Oyola foram fundamentais nas fases anteriores. Mas o Barcelona tem a vantagem de possuir substitutos que mantém a qualidade e não deixam o desempenho cair”, acrescenta o jornalista.
Com as ausência de Álvez e Marques, aumenta a responsabilidade do meia argentino Damián Díaz, que é o centro da equipe. “Ele voltou a ser o jogador que teve grande destaque no ano passado”, finaliza Dueñas.

O Barcelona, ao contrário do Grêmio, não vai bem no campeonato nacional. Em 12 jogos até agora, foram apenas duas vitórias, seis empates e quatro derrotas. Atualmente, o adversário gremista é o nono colocado no Equatoriano. Neste domingo, enfrenta o El Nacional fora de casa e a tendência é que o técnico Almada escale uma equipe alternativa, poupando alguns jogadores para o primeiro duelo com o Grêmio.

Um dos trunfos dos equatorianos para largar em vantagem no confronto é o Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, também conhecido como Monumental de Barcelona, com capacidade para cerca de 57 mil torcedores.