O Grêmio dá início na próxima quarta-feira à briga por uma vaga na grande final da Libertadores da América deste ano. E se o adversário não tem tanta tradição no torneio continental como o tricolor, tem feito alguns estragos. O Barcelona de Guayaquil é o carrasco dos brasileiros até aqui na Libertadores da América. Três times do país já cruzaram pelo caminho dos equatorianos na competição deste ano e todos eles tiveram problemas. O primeiro foi o Botafogo, que na fase de grupos enfrentou o Barcelona duas vezes. No Equador, empate em 1 a 1, e no Rio de Janeiro o Fogão foi derrotado por 2 a 0.
Nas oitavas de final, foi a vez de o Palmeiras medir forças com o Barcelona. E o confronto foi bastante equilibrado. No estádio Monumental de Guayaquil, vitória dos equatorianos por 1 a 0. Na volta, no Allianz Parque, o time paulista devolveu o placar. Só que nos pênaltis o Barcelona foi mais competente e venceu por 5 a 4. O rival seguinte, nas quartas de final, seria o Santos. O Peixe arrancou um bom resultado na partida de ida, fora de casa, ao empatar em 1 a 1. Mas uma das características da equipe do Equador é jogar bem longe de seus domínios. E isso aconteceu na Vila Belmiro. O Barcelona foi melhor, bateu o Santos por 1 a 0 e se credenciou a enfrentar o Grêmio na semifinal.
“O Barcelona na Copa Libertadores da América se caracteriza por ser um time muito vertical e rápido pelos lados do campo. Em 2016, no campeonato equatoriano, era um time que gostava de ficar mais com a bola e propor o jogo. Na Libertadores tem utilizado uma estratégia mais cautelosa”, avalia o repórter do jornal Expreso, de Guayaquil, Steffano Dueñas.
O técnico uruguaio Guillermo Almada ganhou dois desfalques de peso para encarar o Grêmio. O principal deles é o atacante Jonathan Álvez, artilheiro do time na competição com cinco gols. O substituto já está definido e é um velho conhecido do futebol gaúcho: Ariel Nahuelpán, que defendeu o Inter em 2016 e teve péssimo desempenho. Álvez pegou um jogo de suspensão por ter sido expulso diante do Santos e retorna no jogo em Porto Alegre. Já o volante brasileiro Gabriel Marques desfalcará o Barcelona nas duas partidas, já que foi suspenso pela Conmebol em três jogos por ter agredido um atleta do Santos.
“O Jonathan Álvez é um jogador muito importante, é o homem-gol do Barcelona. Álvez marcou gol contra Botafogo, Palmeiras e Santos (dois). Ou seja, ele sempre faz gols contra os brasileiros”, destaca Dueñas. “O time também perde muito sem o Gabriel Marques. Ele e o Matías Oyola foram fundamentais nas fases anteriores. Mas o Barcelona tem a vantagem de possuir substitutos que mantém a qualidade e não deixam o desempenho cair”, acrescenta o jornalista.
Com as ausência de Álvez e Marques, aumenta a responsabilidade do meia argentino Damián Díaz, que é o centro da equipe. “Ele voltou a ser o jogador que teve grande destaque no ano passado”, finaliza Dueñas.
O Barcelona, ao contrário do Grêmio, não vai bem no campeonato nacional. Em 12 jogos até agora, foram apenas duas vitórias, seis empates e quatro derrotas. Atualmente, o adversário gremista é o nono colocado no Equatoriano. Neste domingo, enfrenta o El Nacional fora de casa e a tendência é que o técnico Almada escale uma equipe alternativa, poupando alguns jogadores para o primeiro duelo com o Grêmio.
Um dos trunfos dos equatorianos para largar em vantagem no confronto é o Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, também conhecido como Monumental de Barcelona, com capacidade para cerca de 57 mil torcedores.
Barcelona de Guayaquil tem sido carrasco dos brasileiros na Libertadores
Time equatoriano terá dois desfalques importantes para o primeiro jogo da semifinal na quarta-feira