A última derrota por 4 a 0 do Barcelona aconteceu em 2007, para o Getafe, pela Copa do Rei. Na Liga dos Campeões, o time espanhol só sofreu este placar na final de 1994, contra o Milan.
Mesmo com Messi, Barça sofre desde o início
Contando com o apoio da torcida, o Bayern partiu para cima do adversário. E logo no primeiro ataque, quase abriu o placar com Robben, após troca rápida de passes. A rapidez, aliás, foi um recurso amplamente usado pelo time alemão na etapa inicial. Com uma equipe compacta e leve, sobretudo no meio de campo, o campeão alemão antecipado aliava boa atuação na defesa e no ataque.
Mesmo com Messi em campo, era notório que o Barcelona, com sua qualidade indiscutível, encontrava dificuldades para impor seu estilo de jogo. Talvez fosse a tradicional paciência para definir o duelo na hora certa. Mas desta vez não houve oportunidade para tal. O time catalão, afetado por contusões e vindo de duelos desgastantes nas fases anteriores, parecia muito inferior ao rival também fisicamente.
Consequentemente, o Bayern teve as principais chances de gol do primeiro tempo. Em uma delas, após cruzamento de Robben, o brasileiro Dante escorou de cabeça e Müller, aproveitando desatenção de Piqué, abriu o placar para os donos da casa.
A vantagem fez o Barça sair um pouco mais para o jogo. Messi só não empatou, na chance mais clara do time visitante, porque Dante evitou a finalização na hora certa.
Bayern anula Barcelona no segundo tempo
O cenário, que já não era favorável aos espanhóis, piorou logo aos três minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Müller escorou para Mario Gómez, impedido, marcar o segundo gol dos donos da casa. Apesar de ainda ter maior posse de bola mesmo com o adversário sobrando, o Barcelona tinha dificuldades de penetrar na defesa alemã.
Já o Bayern, com uma boa vantagem, usava a inteligência para sair em velocidade nos contra-ataques e continuar assustando. Contudo, o maior mérito da dupla Martínez e Schweinsteiger era a anulação de Iniesta e Xavi, muito bem marcados e pouco inspirados. Além disso, Messi, que era dúvida antes do duelo, não tinha liberdade e não estava em tarde inspirada.
Sabedor da importância de não levar gols em casa com dois de vantagem, Jupp Heynckes resolveu colocar o brasileiro Luiz Gustavo para dar maior proteção ao sistema defensivo. Apesar do "recuo", o Bayern chegou ao terceiro em uma bela jogada. Em troca de passes envolventes, Schweinsteiger encontrou Robben. O holandês passou por Jordi Alba e tocou na saída de Valdés.
A Allianz Arena, que está estava em festa, foi à loucura com o quarto gol, marcado por Müller. Nocauteado como há muito não se via, o Barcelona não esboçou qualquer reação. A verdade é que o segundo jogo passa a ser, na teoria, mera formalidade.
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