Na abertura da competição, Dilma foi vaiada pelos torcedores no Estádio Nacional de Brasília - Mané Garrincha. Na ocasião, Blatter tentou intervir a favor de Dilma e também foi vaiado pelo público.
Na entrevista, Blatter reforçou o que foi dito pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, durante sua passagem pelo país esta semana e relembrou a aprovação da Lei Geral da Copa como um momento crítico na preparação da Copa do Mundo de 2014.
"Os 12 estádios estarão prontos no final do ano. Não há dúvidas. Mas os problemas ainda são as redondezas do estádio, os estacionamentos, o acesso ao estádio para a população, as ruas, hotéis. Mas o País tem tempo para fazer isso. E os aeroportos. Eles precisam de aeroportos porque não há tantos hotéis e terá de haver muito transporte aéreo. A única coisa não positiva que eu disse sobre o Brasil foi o fato de que foram vocês que pediram para organizar a Copa do Mundo. Se é que isso é negativo. O problema que tivemos na organização foi a Lei Geral da Copa, que levou tanto tempo para ser aceita e ir a cada etapa no Congresso. Isso foi uma preocupação. A aprovação da lei foi sendo adiada e criou preocupações dentro da Fifa, entre os patrocinadores e televisões ", disse.
Blatter falou ainda de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e ex-membro do Comitê Executivo da Fifa, sobre quem pesam sérias acusações de corrupção, além do caso comprovado pela justiça suíça do pagamento de proprina pela ISL. "As pessoas mudaram. Isso não tem qualquer relação conosco. O importante para nós é que haja continuidade na operação da federação que organiza o evento. Isso não foi o caso no Brasil, que sofreu alguns problemas", finalizou Blatter.