"Eles (torcidas) terão que ter registro de todos seus integrantes, ter um estatuto. Se até o final de março isso não ocorrer, a Brigada Militar não vai mais tratar essas torcidas como organizadas", afirma o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Atamar Cabreira. "Vários torcedores vão apenas para esculhambar. A partir do momento que cada um tiver sua carteirinha com um estatuto prevendo punições, fica mais fácil coibir a violência. O estatuto do torcedor não está sendo aplicado no Rio Grande do Sul, mas vai começar a ser", garantiu.
"A Geral do Grêmio é um grupo que se reúne antes do jogo e faz um bolinho, se intitula torcida Geral e entra como se fosse organizada", completa Cabreira. Na quarta-feira, torcedores do Grêmio protagonizaram cenas lamentáveis no estádio Centenário, em Montevidéu. "Já chamei o pessoal das torcidas, eles estão sendo advertidos. Não vamos tolerar esse tipo de coisa no clube", disse o presidente do Grêmio, Paulo Odone.