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Boca faz valer pressão da Bombonera e vence o Corinthians

Gol de Nicolás Blandi garantiu placar de 1 a 0 mesmo com expulsão de Ledesma na Argentina

Boca faz valer pressão da Bombonera e vence o Corinthians
Boca faz valer pressão da Bombonera e vence o Corinthians Foto : Juan Mabromata/AFP/CP
O reencontro dos finalistas da Libertadores 2012 acabou em desvantagem para o atual campeão, o Corinthians. O Boca Junior fez valer a pressão da Bombonera e venceu por 1 a 0, nesta quarta-feira, na partida de ida das oitavas de final do torneio. O único gol foi marcado aos 13 minutos da etapa final pelo atacante Nicolás Blandi.

Com o tropeço, o Timão precisa vencer diante da sua torcida no dia 15 de maio no Pacaembu para continuar sonhando com o bicampeonato. Se conseguir reverter a situação, terá mais uma equipe argentina no seu caminho, o vencedor do confronto entre Vélez Sarsfield e Newell's Old Boys. O Vélez levou a melhor no jogo de ida com uma vitória por 1 a 0 na casa do adversário.

O Boca começou a partida sem o camisa 10 Juan Roman Riquelme, que sentiu dores musculares na coxa direita e sequer sentou no banco de reservas. Mesmo sem seu maestro, o time argentino conseguiu se impor na raça apesar da boa organização do Corinthians, que levou o gol numa falha de Alessandro.

O triunfo deu um novo fôlego aos comandados do técnico Carlos Bianchi, que atravessavam um péssimo momento, sem vencer há dez partidas. Antepenúltimo colocado do torneio Clausura, o Boca só tinha obtido uma vitória em casa na fase de grupos da Libertadores, diante do Barcelona de Guayaquil, e tinha sido derrotado pelo Toluca, do México, e pelo Nacional, do Uruguai.

Apesar disso, 40 mil torcedores lotaram a Bombonera e empurraram o time sem parar, inclusive com fogos de artifício. O jogo começou bastante pegado, com as duas equipes mostrando certo nervosismo, cometendo várias faltas e errando passes. A primeira chance clara foi do time da casa. Aos nove minutos de jogo, Erviti recebeu visivelmente em posição de impedimento, o bandeirinha não parou o lance e o atacante argentino soltou uma bomba da entrada da área que passou por cima do gol de Cássio.

O Timão reagiu três minutos depois. Paulinho fez boa jogada pela direita e levantou a bola na área, Emerson Sheik pegou de primeira, mas isolou a bola na arquibancada. Carrasco do Boca na final do ano passado, o Sheik, que anotou os dois gols da vitória por 2 a 0 no Pacaembu, foi vaiado pela torcida argentina cada vez que tocava na bola, assim como Romarinho, autor do gol no empate em 1 a 1 na Bombonera.

O Boca cresceu no fim do primeiro tempo, levando muito perigo em jogadas aéreas. Sanchez Miño, Burdisso e Blandi tiveram ótimas chances de cabeça, mas a bola não entrou, para o alívio dos corintianos. O domínio argentino continuou no segundo tempo e Sanchez Miño ameaçou com três disparos de fora da área. O técnico Tite mexeu no time aos 5, quando Danilo sentiu dores e foi substituído por Jorge Henrique, mas a vantagem ainda era do Boca.

De tanto pressionar, os argentinos abriram o placar aos 13 minutos. Erbes pegou a sobra de uma bola mal afastada de cabeça por Alessandro, chutou cruzado e Blandi desviou para as redes. Romarinho quase empatou três minutos depois com um belo disparo do canto direito da área que quicou no gramado antes de tomar a direção do gol argentino, mas Orión tirou com a ponta dos dedos. O mesmo Romarinho voltou a se destacar aos 23, quando arrancou desde a intermediária e deu um passe açucarado para Guerrero, que bateu com curva e carimbou a trave. Paulinho pegou o rebote, mas isolou a bola. Visivelmente cansado, Romarinho, que voltou a ter uma boa atuação na 'Bombonera', foi substituído aos 28 por Alexandre Pato.

A torcida do Boca soltou o grito de gol novamente aos 33 quando Pablo Ledesma balançou as redes, mas o juiz anulou por impedimento. Ledesma, que havia entrado em campo poucos minutos antes no lugar de Erviti, levou um cartão amarelo por ter tirado a camisa na comemoração do gol. O gesto acabou tendo conseqüências drásticas, já que o jogador levou outro cartão logo no minuto seguinte por uma entrada dura em Ralf, deixando sua equipe com um a menos. O Timão, porém, não conseguiu aproveitar a superioridade numérica e saiu da Argentina em desvantagem.


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