No documento, o Bom Senso voltou a lamentar o desinteresse da CBF e demais envolvidos no assuntos levantados pelo grupo. No texto, o movimento defendeu duas premissas fundamentais para que o produto futebol seja valorizado: "Aumento do calendário para os times das divisões inferiores e a diminuição do número de jogos dos clubes da elite. Há diversos modelos de calendário em pauta e, independente do formato, acreditamos que qualquer equipe no país deve jogar no mínimo 36 jogos e no máximo 72 partidas; Parcelamento da dívida, Fair Play Financeiro (fiscal e trabalhista), que dará mais transparência e equilíbrio a gestão dos clubes".
O Bom Senso ainda conclui: "Desta forma, o torcedor, os técnicos, os atletas e os próprios gestores deverão entender que esse é o preço a ser pago para que se quite as dívidas com a sociedade e se reorganize o futebol brasileiro. Para tanto, é fundamental que a CBF e/ou o Governo altere o frágil Fair Play proposto pela Comissão de Clubes e pela própria entidade para que (1) se defina um índice regressivo de prejuízo dos clubes para os próximos anos, (2) se altere a legislação para limitar o valor pago a título de Direito de Imagem ao atleta, (3) se defina uma agência ou uma auditoria independente que fiscalize mensalmente a comprovação do pagamento de todos os assalariados dos clubes e (4) que não só o clube, mas também o gestor deva ser punido caso não cumpra o pagamento dos salários em dia".