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Botafogo atropela Palmeiras e retoma liderança do Brasileirão

Fogão aplicou 3 a 1 em São Paulo e abriu vantagem no 1º lugar

Time carioca dominou o segundo tempo de partida
Time carioca dominou o segundo tempo de partida Foto : Vitor Silva / Botafogo / Divulgação CP

O Botafogo atropelou o Palmeiras, nesta terça-feira, e voltou à liderança do Brasileirão. O Fogão aplicou 3 a 1 em pleno Allianz Parque e venceu uma espécie de "final" contra o clube paulista.

Com o resultado, o time carioca chega a 73 pontos contra 70 do Palmeiras e 65 do Inter, na luta pelo 1º lugar. Agora enfrentará o próprio Colorado para definir sua vida, ou decidir na rodada final contra o São Paulo, no Engenhão.

Os gols da partida foram anotados por Adryelson, Gregore e Savarino, com Richard Ríos descontando no fim. A expulsão infantil de Marcos Rocha virou de vez a balança do jogo e permitiu ao Fogão ensaiar uma goleada, evitada só nos momentos finais.

O jogo

Para o Palmeiras, o cenário que se desenhou no primeiro tempo foi desastroso. Até criou mais do que nas duas últimas partidas, mas voltou a ser ineficiente e caiu na armadilha do Botafogo, que se defendeu razoavelmente bem e marcou na primeira vez que foi ao ataque.

Foi do volante Gregore, concluindo jogada ensaiada originada em escanteio, o gol que deixou tranquilos os visitantes e enervou os donos da casa, nos pés dos quais a bola queimava. Tensos, Rony e Felipe Anderson foram os piores em campo. Erraram quase tudo o que tentaram e receberam algumas tímidas vaias da torcida, claramente insatisfeita com o péssimo espetáculo para o qual pagou R$ 180 pelo ingresso mais barato.

Raphael Veiga, encaixotado entre os zagueiros, nada produziu na etapa inicial. Estêvão, sozinho, fez o que pôde. Driblou, incomodou e deu assistências para ao menos um gol o Palmeiras fazer. Só que Marcos Rocha parou em John, com uma bonita defesa em cabeceio cruzado.

Deficiente tecnicamente e nervoso, Felipe Anderson foi sacado no intervalo. Abel lançou mão do centroavante Flaco López e insistiu em Rony, aberto pela direita. Na ponta, o debilitado atacante também nada produziu. Erros domínios e passes fáceis e seguiu irritando os mais de 30 mil palmeirenses.

Plácido, o Botafogo tocou a bola como se em casa jogasse. Deixou o tempo passar e se valeu da tensão do rival, que não tem mais a cabeça fria de antes, para controlar a partida. Tanto que Marcos Rocha se irritou em disputa com Igor Jesus e resvalou seus dedos no rosto do botafoguense.

O árbitro Wilton Pereira Sampaio foi ao VAR e trocou o amarelo pelo vermelho para o lateral-direito. A expulsão, aparentemente exagerada, enterrou qualquer possibilidade de virada do Palmeiras. Entregue, os anfitriões levaram o segundo gol no minuto seguinte ao vermelho em jogada concluída justamente no lado onde havia espaço de sobra por causa da ausência de Marcos Rocha.

Savarino, completamente livre, tocou na saída de Weverton e transformou o Allianz Parque em um velório. Calados, mais de 30 mil palmeirenses se revoltaram com o que viram. Depois, parte da torcida gritou "burro" para Abel Ferreira. O canto foi abafado pela maioria, mas ficou o recado: o técnico português não é mais intocável.

Ainda houve tempo para mais: Adryelson fez o terceiro e fez o triunfo do Botafogo ser humilhante para o Palmeiras, que não mostrou, em nenhum momento, força para reagir, ainda que Richard Ríos tenha marcado o gol solitário nos acréscimos.

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