Logo de início, um lance polêmico no qual o Botafogo se queixou de pênalti. Loco Abreu e Adriano dividiram a bola dentro da área, e o atacante uruguaio foi ao chão. O árbitro paranaense Heber Roberto Lopes mandou seguir. Mas foi a única chegada perigosa do time da casa em toda a primeira etapa. Antes, é claro, do gol que viria no fim. O Atlético detinha a posse de bola e finalizava com muito mais frequência. Aos 20 minutos, o time goiano já havia chutado ao gol de Jefferson por cinco vezes, contra nenhum arremate dos alvinegros.
Porém, a eficiência conta mais que a quantidade, e os visitantes estavam com a mira descalibrada. Melhor para os botafoguenses, que na primeira finalização, marcaram o gol. A jogada se iniciou na direita, rodou todo o campo e foi parar nos pés de Marcelo Mattos na esquerda, que percebeu a entrada em velocidade de Caio, improvisado como ala direito, e cruzou na medida. Pega no contrapé, a zaga rubro-negra pode apenas assistir à cabeçada certeira do atacante, aos 43.
No segundo chute dos alvinegros, veio o segundo gol. Desta vez os anfitriões não esperaram tanto. Logo aos três minutos da segunda etapa, Somália tocou para Jobson, que fuzilou Márcio: 2 a 0. Qualquer chance de reação do time goiano foi sepultada quando o árbitro viu pênalti inexistente de Pituca em Lúcio Flávio, aos 18. Loco Abreu cobrou forte, no meio, e ampliou. Os rubro-negros mostraram dignidade e foram para cima. Reagiram com dois gols. Primeiro aos 37 minutos, com Juninho. No último lance, depois de seguida pressão, Robston acertou de fora da área e venceu Jefferson.