Foram quatro gols em um primeiro tempo que começou maravilhosamente bem para os visitantes. Aos 13 minutos, William recebeu na área e acertou forte chute de primeira, vencendo Jefferson. Se o gol marcado fora de casa já dava boa vantagem ao time catarinense, o saldo ficava ainda melhor oito minutos depois. Marquinhos Gabriel cruzou para Rafael Coelho cabecear livre no contrapé do goleiro alvinegro.
As vaias que começaram desde os primeiro minutos se avolumaram. Mas os botafoguenses não se entregaram. Praticamente na saída de bola, Caio foi lançado na linha de fundo e cruzou rasteiro para Herrera completar para o fundo do gol, aos 23. A partir daí, o Avaí começou a controlar o jogo, evitando uma pressão maior do Botafogo. Mas o empate viria em um terrível erro da defesa catarinense. Aos 44, Bruno recuou de cabeça sem olhar o posicionamento do goleiro Renan, que saía do gol para fazer a defesa tranquila. A bola entrava vagarosamente e Renan ainda tentou evitar o gol, mas Loco Abreu chegou abafando.
"Com dois minutos de jogo a torcida já estava vaiando o Alessandro, o João Filipe. Assim não dá, fica difícil. Mas vou continuar a dar apoio a esses jogadores", reclamou Caio Júnior, técnico botafoguense, no intervalo.
No segundo tempo, foram vistas as mesmas deficiências que afligem o Botafogo desde o início do ano. Pouca criatividade, uma vez que o time não tem um articulador de jogadas. Everton é homem de cair pelos flancos e fracassa na criação. Com Caio, o time passou a tocar mais a bola, mas sem eficácia nenhuma. Foram pouquíssimas as finalizações na segunda etapa, uma vez que os visitantes avançavam muito pouco. Mesmo assim, foi o Avaí que quase obteve a vitória. Aos 27, Evando perdeu grande oportunidade depois de driblar Arévalo e Jefferson. Alessandro salvou em cima da linha.
"Temos que manter isso. O edifício está sendo bem construído, os operários são competentes. Não adianta por tudo abaixo", disse Loco Abreu, abusando das metáforas.