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Os dois times estarão completos. Empate no tempo normal leva para a prorrogação e persistindo a igualdade, a decisão do título vai para os pênaltis.
Os brasileiros, atuais bicampeões da Copa das Confederações, apresentam campanha irrepreensível no torneio que sedia. Em quatro jogos, quatro vitórias, as duas últimas sobre equipes também detentoras de títulos mundiais, a Itália, na primeira fase, e o Uruguai, nas semifinais.
Além da confiança adquirida pelos comandados de Luiz Felipe Scolari, aparece ainda o apoio maciço dos torcedores. Que se antes do torneio mostravam-se receosos, com as boas atuações do Brasil, acabaram abraçando totalmente a equipe. "O que mostrarmos em campo, o torcedor responde do lado de fora. Com o entrosamento, o treinamento, encontramos um elenco maravilhoso fora de campo, melhor ainda dentro de campo, e isso deixa nossa equipe cada vez mais forte. E nessa competição a torcida tem sido o 12 jogador", afirmou Neymar, o camisa 10 da Seleção.
A Espanha, por sua vez, mudou completamente a partir de 2008, quando ganhou sua primeira Eurocopa. A Fúria, com base nos jogadores do Barcelona e do Real Madrid, dois dos principais clubes do mundo, tem dominado completamente o cenário futebolístico. Sob o comando de Vicente Del Bosque, 72 anos, os espanhóis tem um estilo de paciência, cadenciado, onde a troca de passes e a posse de bola são fatores fundamentais. O técnico mostra-se preocupado é com o estado físico dos seus atletas, após a desgastante semifinal com a Itália.
"Espero que, apesar de tudo o que já ganharam, os jogadores espanhóis tenham a ambição de uma criança", disse, antes de completar: "Eles (o Brasil) são cinco vezes campeões do mundo e nós apenas uma, mas, domingo, inicia-se uma nova era. Ambos começam do zero", finalizou.
Copa das Confederações - Final
Brasil
Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Espanha
Casillas; Arbeloa, Piqué, Sérgio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Iniesta, Xavi e David Silva; Fernando Torres (Soldado) e Pedro Rodríguez. Técnico: Vicente Del Bosque.
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda/Fifa).
Local: estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.
Início: 19h.