A Holanda era um adversário que, em tese, exigiria muito mais do que o Cazaquistão. Mas o que se viu na prática foi um massacre do time brasileiro sobre as europeias no início da partida. Em bom saque de Fernanda Garay, a equipe bicampeã olímpica fez 8 a 2. O melhor de tudo era que cada ação se convertia em acerto. A bola menos precisa terminava no chão da quadra holandesa, graças à categoria de nomes como Jaqueline. A vantagem chegou a 17-12.
Mas o cenário mudou radicalmente. Pela Holanda, a levantadora Dijkema também mostrou personalidade com boas largadas de segunda. O saque europeu começou a entrar, e as bolas rápidas tornaram-se frequentes. As comandadas de Gido Vermeulen buscaram cada ponto e ganharam confiança. Em um ataque errado de Jaqueline, passaram à frente. Quem diria... no set em que parecia perdida, a Holanda ficou grande. E chegou à vitória parcial, após um erro de Garay.
Apesar de terem voltado melhor, as brasileiras falhavam muito na recepção. Bola de graça para a Holanda significava contra-ataque efetivo com as centrais ou a oposto Flier. Nos pedidos de tempo, Zé Roberto deixava clara a insatisfação. Suas comandadas conseguiram se manter três pontos à frente, mas sem impor respeito. O mérito maior foi do treinador, que apostou na inversão do 5-1 com Fabíola e Tandara e teve sucesso. A vitória veio após um ataque firme de Fernanda Garay na diagonal.
O terceiro set marcou uma arrancada da Seleção, que chegou à primeira parada técnica vencendo por 8-4. Com a bola nas mãos, Dani Lins conseguia explorar melhor as jogadas. O sistema passou a funcionar como um todo. Mas era preciso manter o foco para não ceder a virada como na primeira etapa. Tanto que, mesmo vencendo por 18-12, Zé Roberto paralizou o duelo e deu uma chamada firme no grupo, após um erro de recepção. O time manteve o foco. No fim, as reservas, como de costume, fizeram bem seu papel. No saque, Gabi fez estrago. E coube a Tandara o ponto que colocou o Brasil à frente no jogo.
As holandesas, como sempre acontece em partidas contra as brasileiras, perderam o gás. O quarto set, novamente, foi um passeio das meninas de Zé Roberto, que abriram 7-2. O ataque estava bem servido com Garay, enquanto Jaqueline e a líbero Camila Brait davam show nas defesas. O ponto alto da equipe europeia foi um rally demorado, que foi definido pela boa central De Kruijf. Diante do domínio do Brasil, o comandante até testou Tandara e Adenízia. E foi numa china da central que a Seleção cravou sua sétima vitória.