Segundo ele, a ANFP assinou um protocolo de acordo com o novo presidente da CBF, José Maria Marin, para concretizar a transferência da sede, que, pelo sistema de rotação, correspondia ao Brasil em 2015 e ao Chile em 2019. No entanto, depois que o Brasil virou o organizador da Copa das Confederações de 2013, do Mundial de Futebol 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Chile iniciou negociações para poder receber a Copa América em 2015.
A CBF confirmou a informação através do seu diretor de comunicação, Rodrigo Paiva, que declarou à AFP que "organizar uma Copa América logo depois de uma Copa do Mundo teria um custo muito alto". "O Brasil vai passar por uma série de eventos, um atrás do outro. O Chile mostrou interesse (em receber a Copa América em 2015) e chegamos a um acordo", explicou.
Em julho 2009, a então presidente do Chile, Michelle Bachelet, já tinha solicitado às autoridades da Conmebol (a confederação sul-americana) seu apoio para que a CBF aceitasse ceder a organização da edição de 2015 ao seu país. O presidente do Brasil da época, Luis Inácio Lula da Silva, chegou até a admitir que o calendário esportivo do País estava carregado nos próximos anos.
Porém, o ex-presidente da CFB, Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo na último dia 12 de março sob suspeitas de corrupção, recusou-se a ceder a organização da Copa América de 2015 ao Chile, alegando que pretendia tirar proveito da infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 para sediar o evento. Com a saída de Teixeita, a CBF retomou o diálogo com os chilenos, e o acordo foi firmado na sexta-feira em São Paulo, após uma reunião entre o novo presidente da CBF, José Maria Marin, e seu homólogo Sergio Jadue.
"Vamos organizar uma ótima Copa América e vamos tratar de ganhá-la", espera Jadue. Já o técnico da seleção chilena, Claudio Borghi, lembrou que a Copa América era "o torneio de seleções mais antigo do mundo e o Chile sempre quis conquistá-lo". O Chile nunca venceu a competição e foi vice em 1955, 1956, 1979, 1987.