Esportes

Brasil quebra dois recordes mundiais e lidera com folga o Mundial de Atletismo Paralímpico, em Nova Déli

País já soma 36 medalhas na competição, sendo 12 de ouro

Wanna Brito quebrou o recorde mundial no arremesso de peso
Wanna Brito quebrou o recorde mundial no arremesso de peso Foto : Cris Mattos/CPB

A três dias do fim do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Nova Déli, na Índia, o Brasil lidera com folga o quadro de medalhas da competição. Só nesta quinta-feira, foram mais seis, sendo quatro delas de ouro, com direito a recorde mundial. A competição termina no domingo.

O dia foi especial para duas brasileiras. Wanna Brito, no arremeso de peso F32 (paralisados cerebrais) e Antônia Keyla, nos 1.500m T20 (deficiência intelectual), não apenas subiram no lugar mais alto do pódio, como voltam da Índia com o recorde mundial na bagagem. Os outros dois ouros do Brasil no dia vieram com Maria Clara Augusto nos 400m T7 (deficiência nos membros superiores) e Bartolomeu Chaves, também nos 400m, mas na classe T37 (paralisados cerebrais).

No caso de Wanna, o título não é novidade. A brasileira chegou a Nova Déli na condição de campeã mundial e tratou de manter o posto. Na pista, quebrou não uma, mas duas vezes o recorde mundial: primeiro arremessou para 8,43 metros e depois estabeleceu a marca de 8,49m, superando com folga os 8,18m que ela própria havia estabelecido em abril.

“O recorde de 8,18m eu sabia que dava para fazer. A distância que eu alcancei hoje, eu nunca tinha feito. Foi a primeira vez. 8,49m eu nunca tinha feito. Estou muito feliz”, disse Wanna.

A outra quebra de recorde por parte do Brasil foi com Antônia Kayla. A atleta do Piauí fez o tempo de 4min19s22, baixando em mais de quatro segundos a marca anterior (4min23s37). “Eu trabalhei muito. Não foi um ciclo, foi a vida toda. Correr é o meu dom, é o que eu sei fazer. Eu estou tão feliz e grata. Eu entrei na prova e pensei em como esse dia é único e não volta”, comemorou.

À Wanna e Antônia, se somaram mais dois ouros do Brasil na quinta-feira, ambas nas provas de velocidade. Primeiro, Maria Clara Agusto conquistou a sua segunda medalha na competição – já havia sido prata nos 100m e agora foi ouro nos 400m.

“Foi muito trabalho, desde o ano passado que vinha trabalhando para bater a marca, com o trabalho do treinador, para melhorar cada vez mais. E vou colocar o desafio para ele, que é bater o recorde mundial dessa prova”, adiantou.

No caso de Bartolomeu, o pódio mostra a regularidade do paratleta. Desde 2023, ele conquista uma medalha em Mundiais: ouro nos 400m em Kobe-2024, bronze nos 400m em Paris-2023 e agora ouro na mesma prova. “Dei a largada e, depois que passei dos 200 metros e vi que estava na frente, pensei ‘agora não vou deixar ninguém passar’. Daí o ouro veio. Estou muito feliz. Foi a primeira vez que corro na raia nove, não achei ruim. Estava muito confiante. Não vejo a hora de voltar ao Brasil e dar um abraço na minha mãe”, disse.

Além dos quatro ouros, o Brasil também faturou mais duas pratas hoje: Thiago Paulino, no lançamento de disco F57 (quem compete sentado), e Thomaz Ruan, nos 400m T47 (deficiência nos membros superiores).

Veja Também