Na estreia na Liga das Nações de Vôlei (VNL) Masculino 2025, a seleção brasileira de Bernardinho, marcada pela renovação dos jovens atletas, deu conta do recado e venceu com tranquilidade o Irã por 3 sets a 0, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, em duelo que poderia ser tenso. Os iranianos se destacam pela nova geração de jogadores, campeões de dois dos três últimos títulos mundiais sub-21 da modalidade. Com o fôlego da vitória, o Brasil entra em quadra novamente nesta quinta-feira, às 17h30min, contra Cuba.
“Acho que ainda não temos uma ‘cara’. É uma garotada com muita vontade, mas que ainda está pisando em ovos, com receio de como as coisas funcionam aqui. Estão aprendendo. Não dá para imaginar que o “pirlimpimpim” vai acontecer”, comenta Bernardinho sobre a nova equipe que está liderando.
As parciais da primeira partida dos brasileiros foram 25/19, 25/16 e 25/18. O grande nome do confronto foi Darlan, que marcou 16 pontos, sendo 15 do ataque. Judson, com 10 pontos, e Honorato, com 8, também se sobressaíram no jogo.
Próximo duelo em vista
Dentre os convocados por Bernardinho, 16 jogadores têm 25 anos ou menos. Para o treinador, a chegada dos novos atletas é uma verdadeira revolução. A renovação chega em um momento de má fase, já que o Brasil perdeu nas quartas de final nas Olimpíadas de Paris 2024, desempenho que não ocorria há 24 anos.
“É não se iludir com uma vitória que possa acontecer e não deprimir com a derrota, porque ela também vai acontecer. O importante é fazer o nosso melhor todos os dias”, complementa o técnico sobre os próximos passos da seleção.
Novamente em casa, o Brasil encara a perigosa Cuba nesta tarde. Nos últimos cinco anos, as seleções se enfrentaram em cinco oportunidades, com três vitórias dos brasileiros e duas dos cubanos, ambas em edições anteriores da VNL, em 2023 e 2024. O Sportv 2 vai transmitir ao vivo o embate.
"Acredito que vá ser um jogo um pouco parecido com o do Irã. No primeiro set, eles erraram muito, mas a partir do segundo set eles começaram a imprimir um pouco mais de ritmo e de potência no saque, mas a nossa linha de passe trabalhou muito bem e conseguiu segurar. Cuba é um time muito forte fisicamente, e com certeza eles vão vir com essa mentalidade de forçar o saque o tempo inteiro. Os atacantes são altíssimos, atacam forte o tempo inteiro, então a gente tem que estar preparado para isso”, analisou o novo capitão da equipe, Flávio.
*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.