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Campeão do Salto Triplo, Almir Júnior busca nova medalha em Mundial

Depois de vencer o Troféu Brasil, atleta da Sogipa mira um bom resultado no Japão, em setembro

Almir Júnior alcançou o índice para o Mundial em final do Salto Triplo no Troféu Brasil
Almir Júnior alcançou o índice para o Mundial em final do Salto Triplo no Troféu Brasil Foto : Wagner Carmo / CBAt / CP

No último domingo, Almir Júnior, da Sogipa, deu mais um salto para a história e venceu a final de Salto Triplo no 44º Troféu Brasil de Atletismo, disputado no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo. O atleta voltou a atingir a marca de 17 metros após Paris-2024, finalizando a prova com 17,07m, e obtendo o índice de classificação para o Mundial. O foco agora é por um bom desempenho no Mundial, que acontece no Japão, em setembro.

Almir dominou a final e garantiu o primeiro lugar logo na terceira tentativa. Ele ficou à frente de Elton Petronilho, do Pinheiros/SP, que conquistou a prata com 16,88 metros, e de João Azevedo, que terminou com o bronze depois de marcar 16,62 metros.

Mato-grossense radicado em Porto Alegre, o atleta já é dono de uma medalha em campeonatos mundiais: a prata no Mundial Indoor de Birmingham, na Grã-Bretanha, em 2018, quando alcançou 17m41. Em março deste ano, Almir chegou a voltar a marcar acima de 17 metros, em um salto que teria rendido o bronze, com 17m22 no Mundial Indoor de Nanjing, mas foi desclassificado por estar com uma sapatilha que não constava na lista aprovada pela World Athletics.

Colhendo os frutos da parceria de anos

Almir, de 31 anos, veio à Porto Alegre com 16, para treinar com José Haroldo Loureiro Gomes, o Arataca, técnico da Sogipa. No início, o mato-grossense treinava Salto em Altura, depois passou para o Salto em Distância e, finalmente, entre 2016 e 2017, fez a transição radical para o Salto Triplo.

A mudança veio a partir de uma oportunidade de ganhar dinheiro. Almir estreou nas competições da nova modalidade em um Jogos Abertos do interior de São Paulo, disputando contra dois atletas olímpicos. Já na estreia, ficou a dois centímetros de um dos veteranos e ganhou do outro.

Em 2018, o atleta se colocou entre os 10 melhores do mundo, saltando pela primeira vez para 17 metros. “Toda vez que tu salta acima de 17 metros, tu entra nos melhores do mundo”, conta o Arataca.

Preparação para Mundial, mas foco nas Olimpíadas

Atualmente, Almir faz parte de um projeto do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e tem os treinamentos divididos entre a capital gaúcha e a Europa, onde é orientado, em Portugal, pelo treinador olímpico José Uva. Arataca explica que “é um trabalho de quatro mãos”, já que os técnicos compartilham entre si vídeos e comentários, mantendo um diálogo constante a fim de obter o melhor desempenho do atleta.

Agora, o foco é no Mundial do Japão, que acontece em Tóquio entre os dias 13 e 21 de setembro. Arataca destaca que a prioridade é manter o preparo físico em dia. “Um atleta mais maduro tem suas vantagens comportamentais, mas tem a desvantagem que não é mais guri. Então, nosso objetivo agora é recompor ele, a gente está conseguindo essa condição, recompor um atleta, ou seja, ele tem uma idade boa, mas ele também tem que ter uma posição física boa”, esclarece o treinador.

Para Arataca, o mínimo é chegar entre os 12 melhores no Japão, mas o sonho mesmo é de uma nova medalha mundial. “Estando entre os seis, a gente tem chance de uma medalha. Essa é a grande verdade”, confidencia.

“A nossa preparação é sempre visando os próximos Jogos. Então, tem objetivos a curto, a médio e depois a longo prazo. A longo prazo é chegar bem nos Jogos Olímpicos. Não arriscamos nada, porque o camarada tem 31 anos. Tem que ser a coisa exata”, explica Arataca sobre a organização e flexibilidade dos treinamentos.

*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.

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