Em entrevista ao Lance!, Victor mostra que gosta do apelido de "São Victor" que recebeu logo após o título. Adorado pelos atleticanos, ele, no entanto, avisa que quer manter a alcunha recebida. Para isso, ele cita um desafio.
"Eu fico muito feliz. Orgulhoso. É satisfatório para um goleiro ouvir isso, receber esse apelido. Claro que isso também faz com que a responsabilidade aumente daqui para frente. Você começa a ser cobrado por um trabalho de excelência. Para ser santo, você tem de fazer milagre sempre. Então, temos de trabalhar em cima disso. Mas é gostoso. O torcedor te chamar dessa forma é bom demais", afirmou.
A carreira do goleiro de 30 anos poderia ter sido traçada de forma bem diferente. Uma das possibilidades era virar reserva de Rogério Ceni no São Paulo. Na tentativa de ingressar no futebol de base, Victor participou de um período de testes no Tricolor em 1997. E a recusa no clube do Morumbi contribuiu para a chegada ao Paulista de Jundiaí e iniciar a trajetória até o topo da América com o Atlético-MG.
"Passei em algumas peneiras, mas não me selecionaram. Inclusive no São Paulo, no qual passei na peneira, fiz um período de testes, mas acabei não ficando. Aí teve o Paulista, que me acolheu por dez anos, a família da minha esposa é de Jundiaí, adoro a cidade. Tenho muito a agradecer ao clube pela minha formação", disse.
Seleção
Em ótima fase novamente e com o status de campeão continental e melhor goleiro do Brasil, o camisa 1 não esconde o desejo de voltar a vestir a Amarelinha. "Seleção é um objetivo de vida que tenho. Quero retomar e conquistar (espaço) novamente. Claro que o trabalho do clube que vai ditar isso, mas é um objetivo que tenho, sim. Nunca escondi. Não me cobro muito por isso, mas faço isso no dia a dia no clube, que é o que vai me projetar na Seleção. Preciso procurar essa regularidade no clube para voltar, sempre respeitando as decisões do Felipão. Terá de ser natural", completou.