A realização da Copa de 2014 exigirá avanços nas obras de infraestrutura e de serviços de Porto Alegre, além de ampliação de vagas na rede hoteleira, entre outros aspectos. De acordo com relatório da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), entregue nesta quinta-feira à governadora Yeda Crusius e ao prefeito da Capital, José Fogaça, o obejtivo é garantir que não haverá risco de problemas nessas áreas durante o evento.
A associação firmou um termo de cooperação técnica com o governo federal para avaliar as capitais escolhidas como subsedes da Copa de 2014. O estudo foi realizado pela entidade, que analisou as atuais condições de infraestrutura e de serviços das 18 cidades candidatas para sediar a Copa do Mundo no Brasil. O material foi apresentado pelo vice-presidente executivo da entidade, Ralph Lima Terra, durante pouco mais de 30 minutos. Foram estipulados e estudados 48 indicadores em nove dimensões: mobilidade urbana, aeroportos, portos, energia, saneamento, telecomunicações, rede hoteleira, rede hospitalar e segurança pública.
Segundo Terra, especificamente sobre a Capital, já estão em execução alguns investimentos necessários, mas outros precisam ser implementados com breviedade, sob pena de não estarem concluídos para o evento. Mereceu destaques do dirigente a ampliação de leitos na rede hoteleira, especialmente na categoria econômica, e a ampliação da frota de táxi, no indicador de mobilidade urbana, para atender o grande fluxo de pessoas. Em relação ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, o dado positivo é que há espaço para abrigar novos vôos, no entanto, a ampliação da pista é uma necessidade que foi constatada.
A questão da segurança pública também foi apontada como preocupante, principalmente porque há necessidade de mais policiais militares por batalhão. No indicador de energia e hospitais é preciso investimentos sobretudo para manter a robustez do sistema e reduzir o número de horas que falta luz. Hoje, esse índice está acima do normal. O segmento de telecomunicações vai muito bem, exceto o segmento de banda larga que precisa ser ampliado. Também foi diagnosticada a falta de leitos nos hospitais, item importante que precisará de grande atenção por parte dos governos. "Muitas coisas identificadas já estão em obras outras em projetos. Isso é importante porque a Copa tem dia para começar", disse.
O prefeito José Fogaça e o secretário Extraordinário da Copa, Paulo Odone, reiteraram a importância do evento para a Capital e o Estado, para impulsionar a economia e o desenvolvimento das cidades. "A Copa oferece oportunidades de negócios e é a chance das cidades se desenvolverem", enfatizou Odone. Para Fogaça, a Capital se sente confortável em relação ao relatório porque muitas obras estão em curso e outras por virem. "Estamos trabalhando na direção de buscar o nivelamento e melhorar os atuais números", destacou.
Capital precisa ampliar rede hoteleira e sistema de energia para a Copa
Relatório entregue ao governo estadual pede ajustes na mobilidade urbana