O destaque negativo do jogo ficou pela arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. O juiz da Federação Paulista de Futebol errou grosseiramente diversas vezes. No primeiro tempo, marcou escanteio em uma bola que Valdivia chutou direto para fora. Na segunda etapa, Henrique matou um contra-ataque do Ajax dando um soco no rosto de Bulkyin. O árbitro mandou seguir.
Pelo lado do Palmeiras, o time teve pouca diferença em relação àquele que terminou a temporada 2011. A única mudança significativa foi a entrada de Juninho, que veio do Figueirense, na lateral-esquerda. No meio, Tinga fez companhia a Valdivia e muito pouco produziu. Cicinho, pela direita, foi o palmeirense mais participativo.
O time de Luiz Felipe Scolari segue dependendo da bola parada de Marcos Assunção. Foi assim que surgiram as duas melhores chances de gol da equipe, no comecinho do primeiro tempo. Em uma, Ricardo Bueno fez feio e sequer conseguiu acertar a bola, chutando o ar, embaixo do gol. Na outra, Luan cabeceou no travessão.
Durante o segundo tempo, Pedro Carmona substituiu Valdivia e deixou o meio-campo do Palmeiras mais criativo. O jogador de 23 anos foi premiado com um gol no último lance, após cruzamento de Luan. Na comemoração, homenageou o goleiro Marcos.
Em pré-temporada e sem jogar uma partida oficial há um mês, o Ajax mostrou desentrosamento e, mesmo assim, foi perigoso. Aproveitando a lentidão da defesa, o time holandês chegou diversas vezes na área alviverde, sempre com a bola no chão. No fim, Deola precisou salvar o time duas vezes.
Sem João Vitor, Thiago Heleno, Patrik e Vinicius, todos no departamento médico, e Daniel Carvalho e Adalberto Roman, sem condições de estrear, Felipão relacionou apenas 19 jogadores e, destes, 16 atuaram. Os goleiros Bruno e Fabio viram Deola participar dos 90 minutos da partida e o zagueiro Wellington, vindo da base, também não foi aproveitado. Já Frank De Boer utilizou 21 jogadores e só não substituiu o capitão Vertonghen.