A confusão começou antes do início do campeonato. O Ministério Público fez uma recomendação à Federação Catarinense de Futebol (FCF) pedindo que os jogos fossem realizados sem público até que os laudos obrigatórios de segurança requeridos fossem entregues. O presidente da FCF, Delfim Peixoto, mandou o caso para o Tribunal de Justiça Desportiva, que analisou os laudos e liberou cinco estádios (os que seriam utilizados na primeira rodada) dois dias antes de a competição começar. Na semana seguinte, outros campos foram liberados.
Porém, no dia 3, o jogo entre Guarani e Avaí foi adiado poucas horas antes de seu início por uma determinação da Justiça. Assustado, o Criciúma pediu o adiamento também do jogo contra o próprio Guarani, no Heriberto Hülse, para poder fazer alguns reparos em seu estádio. Além disso, a Arena da Chapecoense está em obras, e o time está jogando em Xanxerê, no Estádio Josué Annoni. No jogo contra o Criciúma, em 30 de janeiro, o zagueiro Fábio Ferreira acabou derrubando a trave, demonstrando as precárias condições da arena.
"Culpa da federação"
Em entrevista, o dirigente de um grande clube do estado, que pediu para não ser identificado, culpou a FCF. Para ele, além de ser “um absurdo” a sede não ser na capital, há descaso com os clubes, e a situação só tende a piorar.