Esportes

Catarinenses convivem com Estadual conturbado e violência no Estado

Estádios passaram por inspeção e partidas foram adiadas por falta de segurança

O Campeonato Catarinense ainda está no primeiro turno, mas já se encontra recheado de problemas. Neste sábado começa a sétima rodada com o clássico entre Figueirense e Avaí, e neste domingo tem mais quatro jogos, entre eles outro clássico: Joinville x Criciúma. Além dos acontecimentos em campo, os catarinenses também estão convivendo com o medo, visto que várias cidades sofrem com uma onda de violência e atentados nas últimas semanas.

A confusão começou antes do início do campeonato. O Ministério Público fez uma recomendação à Federação Catarinense de Futebol (FCF) pedindo que os jogos fossem realizados sem público até que os laudos obrigatórios de segurança requeridos fossem entregues. O presidente da FCF, Delfim Peixoto, mandou o caso para o Tribunal de Justiça Desportiva, que analisou os laudos e liberou cinco estádios (os que seriam utilizados na primeira rodada) dois dias antes de a competição começar. Na semana seguinte, outros campos foram liberados.

Porém, no dia 3, o jogo entre Guarani e Avaí foi adiado poucas horas antes de seu início por uma determinação da Justiça. Assustado, o Criciúma pediu o adiamento também do jogo contra o próprio Guarani, no Heriberto Hülse, para poder fazer alguns reparos em seu estádio. Além disso, a Arena da Chapecoense está em obras, e o time está jogando em Xanxerê, no Estádio Josué Annoni. No jogo contra o Criciúma, em 30 de janeiro, o zagueiro Fábio Ferreira acabou derrubando a trave, demonstrando as precárias condições da arena.

"Culpa da federação"

Em entrevista, o dirigente de um grande clube do estado, que pediu para não ser identificado, culpou a FCF. Para ele, além de ser “um absurdo” a sede não ser na capital, há descaso com os clubes, e a situação só tende a piorar.

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