A crise no vôlei brasileiro começou em fevereiro com a publicação da série “Dossiê Vôlei”, da ESPN Brasil. Na primeira reportagem, foi revelado que a SMP Logística e Serviços Ltda., de Marcos Pina, ex-superintendente-geral da CBV, recebeu cerca de R$ 10 milhões para intermediar a renovação do contrato com o Banco do Brasil. A estatal, porém, informou que o acordo foi assinado diretamente com a Confederação. Na outra reportagem, a ESPN revelou que a S4G Gestão de Negócios, de Fábio Dias Azevedo, diretor-geral da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), assinou dois contratos de prestação de serviços de representação e assessoria comercial no valor de R$ 10 milhões.
A CBV destacou que entre as medidas já tomadas, suspendeu preventivamente todos os pagamentos dos referidos contratos, sendo que alguns deles já foram rescindidos pela atual gestão, afastou Pina do cargo e contratou uma empresa de auditoria independente para avaliar contratos de terceirização de serviços, cujo nome deverá ser anunciado nos próximos dias.
As denúncias também fizeram o presidente licenciado da entidade (e atual presidente da FIVB), Ary Graça, renunciar. A CBV deve convocar uma entrevista coletiva nesta quarta-feira para falar sobre o assunto.