Esportes

CBV afirma compromisso de investigar contratos irregulares

Denúncia da ESPN fez Banco do Brasil ameaçar retirar patrocínio

Ary Graça renunciou ao cargo após ameaça do Banco do Brasil
Ary Graça renunciou ao cargo após ameaça do Banco do Brasil Foto : Alexandre Arruda / CBV / CP
 A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) pronunciou-se através de uma nota oficial na qual afirma estar tomando as providências cabíveis para apurar denúncias feitas pela imprensa nas últimas semanas. Na publicação, também assumiu o compromisso de manter total transparência em relação ao processo. O Banco do Brasil, principal patrocinador da entidade, ameaçou romper a parceria se os casos dos contratos irregulares não fossem investigados.

A crise no vôlei brasileiro começou em fevereiro com a publicação da série “Dossiê Vôlei”, da ESPN Brasil. Na primeira reportagem, foi revelado que a SMP Logística e Serviços Ltda., de Marcos Pina, ex-superintendente-geral da CBV, recebeu cerca de R$ 10 milhões para intermediar a renovação do contrato com o Banco do Brasil. A estatal, porém, informou que o acordo foi assinado diretamente com a Confederação. Na outra reportagem, a ESPN revelou que a S4G Gestão de Negócios, de Fábio Dias Azevedo, diretor-geral da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), assinou dois contratos de prestação de serviços de representação e assessoria comercial no valor de R$ 10 milhões.

A CBV destacou que entre as medidas já tomadas, suspendeu preventivamente todos os pagamentos dos referidos contratos, sendo que alguns deles já foram rescindidos pela atual gestão, afastou Pina do cargo e contratou uma empresa de auditoria independente para avaliar contratos de terceirização de serviços, cujo nome deverá ser anunciado nos próximos dias.

As denúncias também fizeram o presidente licenciado da entidade (e atual presidente da FIVB), Ary Graça, renunciar. A CBV deve convocar uma entrevista coletiva nesta quarta-feira para falar sobre o assunto.

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