Esportes

CBV reconhece erro em valor de premiação repassado à CGU

Entidade responsável pelo voleibol contesta dados do bônus de performance para atletas

Entidade responsável pelo voleibol contesta dados do bônus de performance para atletas
Entidade responsável pelo voleibol contesta dados do bônus de performance para atletas Foto : Alexandre Arruda/CBV/Divulgação CP
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) reconheceu que errou o valor de premiação de atletas enviado para análise da Controladoria Geral da União (CGU). O órgão divulgou relatório em dezembro afirmando que apenas R$ 119.385,00 teriam sido pagos em 2012, mas esta cifra corresponderia a um único atleta. O valor total foi de R$ 7.405.358,29.

Outro problema apontado foi o recebimento de R$ 1,5 milhão no mês de novembro de 2012, proveniente do Banco do Brasil como bônus, e não o R$ 1 milhão que constava. Com isso, o total de bônus pago chegaria a R$ 5.100.000,00, enquanto o repasse aos atletas passa para R$ 9.111.745,09.

Por meio de sua assessoria, a CBV afirmou que “desde o recebimento do relatório contesta os dados apresentados sobre o bônus de performance. A CBV sempre destinou ao pagamento de premiação para os atletas valor maior que o bônus recebido do Banco do Brasil. O bônus de performance é um prêmio que a CBV recebe de seu patrocinador pelas conquistas das seleções, e integra a premiação acordada para cada competição entre as seleções e a CBV”.

O documento da CGU confirmou as denúncias contra a CBV e gerou a suspensão temporária do patrocínio do Banco do Brasil. Este acabou sendo retomado em janeiro, após a inclusão de um aditivo que atendia a uma série de exigências da CGU. O acordo entre a CBV e o banco tem duração até 30 de abril de 2017. Os contratos somam R$ 30 milhões.