Esportes

Cem mil manifestantes marcham rumo ao Mineirão em BH

Estádio recebe partida entre Japão e México

Torcedor ergue cartaz em protesto
Torcedor ergue cartaz em protesto Foto : Yuri Cortez / AFP / CP
A Polícia Militar (PM) mineira já estima em aproximadamente 100 mil pessoas o público que participa de manifestação realizada neste sábado em Belo Horizonte. No meio da tarde, o grupo que estava à frente da passeata já passava pelo campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na avenida Presidente Antônio Carlos, enquanto manifestantes ainda deixavam, segundo a PM, o Centro da capital, a cerca de oito quilômetros de distância.

O objetivo dos manifestantes é se aproximar do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, onde ocorre a partida entre Japão e México pela Copa das Confederações. Porém, o governo mineiro informou que o grupo não terá acesso à arena. Até pouco antes das 16h, não havia nenhum registro de ocorrências no protesto.

Na última segunda-feira, quando manifestantes tentaram se aproximar do Mineirão durante jogo entre Taiti e Nigéria houve confronto com a PM. O protesto deste sábado é o sétimo realizado na capital e, como nos demais, há uma série de reivindicações que inclui passe livre no transporte coletivo, melhoria na Saúde e Educação, pedidos para a saída de Renan Calheiros (PMDB) da Presidência do Senado, contra o chamado ato médico aprovado pela Casa, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 que restringe os poderes de investigação do Ministério Público e outras. 

"Há problemas antigos que precisam ser resolvidos", afirmou Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) e integrante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sind-UTE), que também participa do protesto.

A manifestação teve início em clima de festa, com a participação até mesmo de crianças. Enquanto aguardavam para iniciar a passeata, manifestantes promoverem roda de capoeira, oficina de confecção de cartazes e outras atividades. A caminhada teve início ao som de "Para não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré, símbolo dos protestos contra o governo durante o período da ditadura militar.Segundo a PM, até o início da tarde não havia registro de nenhuma ocorrência no protesto.

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