Como era de se esperar, Rogério Ceni deixou o gramado do Mineirão muito emocionado após a eliminação do São Paulo para o Cruzeiro na Libertadores, na noite desta quarta-feira. E confirmou: foi sua última partida na história da competição sul-americana, já que seu contrato vence em 5 de agosto deste ano, e só seria renovado se o Tricolor conquistasse o tetra.
Visivelmente abalado, Ceni pediu ao repórter para não responder perguntas, mas depois concedeu declarações e, questionado se era o fim de sua trajetória no torneio continental, foi taxativo: “Com certeza!”.
O goleiro do São Paulo pegou duas cobranças nas decisões por pênaltis (Leandro Damião e Manoel), mas não foi capaz de alçar seu time às quartas de final da competição. Com a voz embargada, ele procurou não encontrar culpados pelos revés. “Quando o time vence, todo mundo faz sua parte. Ajudei meus companheiros, eles me ajudaram muito ao longo dessa Libertadores também”, analisou.
Nesta quarta-feira, Rogério Ceni fez seu jogo número 88 na história da Libertadores. Ele termina a carreira como o brasileiro de mais partidas e o quinto colocado no geral. Foi campeão em 2005 como titular do São Paulo e nunca escondeu sua obsessão pela competição.
Agora, Ceni vai definir como será o desfecho de sua carreira. Ele ainda pode fazer 15 partidas pelo Campeonato Brasileiro até o dia de pendurar as chuteiras, mas deve dar mais chances ao reserva Renan Ribeiro.
Ceni decreta fim de sua história na Libertadores
Emocionado, goleiro evitou apontar culpados para eliminação do São Paulo<br />