Em referência indireta a uma lei polêmica que proíbe a “propaganda homossexual” na Rússia, o dirigente lembrou que “o revezamento da chama olímpica será o mensageiro do olimpismo, da excelência, da amizade e da discriminação. Os valores dos Jogos não excluem ninguém”.
Na sua última visita a Sotchi, o francês Jean-Claude Killy, tricampeão olímpico de esqui alpino nos Jogos de Grenoble-1968 e presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos de 2014, havia declarado que “a Carta olímpica proíbe qualquer segregação, que seja racial, religiosa, de cor de pele ou qualquer outra no território olímpico, então temos certeza que nada disso acontecerá aqui”.
A chama foi acesa a cerca de 12h45min locais (6h45min de Brasília), seguindo o ritual tradicional que usa um espelho e os raios do sol dentro do templo de Hera. Em seguida, iniciou-se o tradicional revezamento na Grécia, antes de chegar à Rússia no dia 7 de outubro, para um percurso de 123 dias.
Mais de 14 mil pessoas carregarão a tocha olímpica em um percurso de 65 mil quilômetros em toda a Rússia, para o maior revezamento da história dos Jogos. Em novembro, a chama irá até no espaço, já que passará um tempo na Estação Espacial Internacional.
“Os russos estão muito orgulhosos por aceitarem o símbolo mais importante do movimento olímpico”, declarou o presidendo do Comitê Organizador dos Jogos de 2014, Dimitri Chernyshenko.