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Chapecoense perde em casa para o Nacional-URU e se complica na Copa Libertadores

Com resultado, time brasileiro precisa de vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar

Com resultado, time brasileiro precisa de vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar
Com resultado, time brasileiro precisa de vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar Foto : Divulgação / Flickr Chapecoense / Sirli Freitas / CP
A Chapecoense começou a segunda fase preliminar da Copa Libertadores da pior forma possível. Na última quarta-feira, na Arena Condá, em Chapecó (SC), o time catarinense acabou derrotado pelo Nacional, do Uruguai, por 1 a 0 e se complicou na briga por uma vaga na terceira e última etapa eliminatória antes da fase de grupos do torneio continental.

Com o resultado, o time brasileiro precisa de uma vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Centenário, em Montevidéu. O time catarinense até se classifica com uma vitória por um gol desde que marque mais de uma vez (2 a 1; 3 a 2; 4 a 3 e etc). Os uruguaios jogam por qualquer
empate.

Líder do Campeonato Catarinense, a Chapecoense entrou com a mesma formação do Estadual e uma linha com três volantes no meio de campo. Mesmo assim, logo no primeiro minuto, Fernández encontrou espaço para aparecer de surpresa e assustar em cabeçada. A infiltração de um dos meio-campistas era uma das armas do técnico Gilson Kleina para surpreender o rival uruguaio. Nadson tentou indicar o caminho em boa jogada individual, mas acabou parando no goleiro Conde.

Apesar do mandante ter mais controle da partida e mais posse de bola, os catarinense tiveram dificuldades para criar e acabaram vendo o adversário levar perigo quando chegava ao ataque. Zunino e De Pena acabaram errando o alvo por pouco. O primeiro em chute da entrada da área e o segundo em finalização de carrinho. Ainda antes do intervalo, Márcio Araújo tentou tirar a Chapecoense de trás e arriscou de fora da área, mas errou o alvo de Conde.

O segundo tempo não mudou de cara. Bem fechado, o time uruguaio seguiu forçando o jogo pelo lado esquerdo, segurando as chegadas do lateral-direito Apodi. Com dificuldades para criar, os catarinense apostaram nas ligações com Guilherme e tiveram pouco sucesso. Em uma falha grotesca da defesa da Chapecoense, o Nacional abriu o placar aos 28 minutos. Bergessio escapou pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro Jandrei e pelos zagueiros Fabrício Bruno e Douglas e sobrou limpa para Romero rolar para o fundo das redes.

No lance seguinte do gol, os uruguaios ficaram com um a menos após Espino tomar o segundo cartão amarelo e ser expulso. A Chapecoense foi para o abafa e teve uma chance clara, com Apodi, para deixar tudo igual. Bruno Silva arriscou, Conde deu rebote dentro da área, mas o lateral-direito finalizou mal e mandou para a linha de fundo. Na base do abafa, a Chapecoense seguiu chegando. Bruno Silva recebeu de Apodi e finalizou forte, da entrada da área. Depois de leve desvio de Conde, a bola tocou a trave.

No rebote, Perotti, que havia acabado de entrar, exagerou na força em dividida e acabou expulso, deixando os dois times com 10 jogadores. O time catarinense seguiu confundindo a vontade com raça e perdeu mais um jogador antes do final da partida: o lateral-esquerdo Eduardo, que deixou a mão no rosto do adversário. Com nove em campo, a Chapecoense não teve forças reagir. Agora precisa correr atrás do prejuízo no Uruguai.