A Chapecoense começou a segunda fase preliminar da Copa Libertadores da pior forma possível. Na última quarta-feira, na Arena Condá, em Chapecó (SC), o time catarinense acabou derrotado pelo Nacional, do Uruguai, por 1 a 0 e se complicou na briga por uma vaga na terceira e última etapa eliminatória antes da fase de grupos do torneio continental.
Com o resultado, o time brasileiro precisa de uma vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Centenário, em Montevidéu. O time catarinense até se classifica com uma vitória por um gol desde que marque mais de uma vez (2 a 1; 3 a 2; 4 a 3 e etc). Os uruguaios jogam por qualquer
empate.
Líder do Campeonato Catarinense, a Chapecoense entrou com a mesma formação do Estadual e uma linha com três volantes no meio de campo. Mesmo assim, logo no primeiro minuto, Fernández encontrou espaço para aparecer de surpresa e assustar em cabeçada. A infiltração de um dos meio-campistas era uma das armas do técnico Gilson Kleina para surpreender o rival uruguaio. Nadson tentou indicar o caminho em boa jogada individual, mas acabou parando no goleiro Conde.
Apesar do mandante ter mais controle da partida e mais posse de bola, os catarinense tiveram dificuldades para criar e acabaram vendo o adversário levar perigo quando chegava ao ataque. Zunino e De Pena acabaram errando o alvo por pouco. O primeiro em chute da entrada da área e o segundo em finalização de carrinho. Ainda antes do intervalo, Márcio Araújo tentou tirar a Chapecoense de trás e arriscou de fora da área, mas errou o alvo de Conde.
O segundo tempo não mudou de cara. Bem fechado, o time uruguaio seguiu forçando o jogo pelo lado esquerdo, segurando as chegadas do lateral-direito Apodi. Com dificuldades para criar, os catarinense apostaram nas ligações com Guilherme e tiveram pouco sucesso. Em uma falha grotesca da defesa da Chapecoense, o Nacional abriu o placar aos 28 minutos. Bergessio escapou pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro Jandrei e pelos zagueiros Fabrício Bruno e Douglas e sobrou limpa para Romero rolar para o fundo das redes.
No lance seguinte do gol, os uruguaios ficaram com um a menos após Espino tomar o segundo cartão amarelo e ser expulso. A Chapecoense foi para o abafa e teve uma chance clara, com Apodi, para deixar tudo igual. Bruno Silva arriscou, Conde deu rebote dentro da área, mas o lateral-direito finalizou mal e mandou para a linha de fundo. Na base do abafa, a Chapecoense seguiu chegando. Bruno Silva recebeu de Apodi e finalizou forte, da entrada da área. Depois de leve desvio de Conde, a bola tocou a trave.
No rebote, Perotti, que havia acabado de entrar, exagerou na força em dividida e acabou expulso, deixando os dois times com 10 jogadores. O time catarinense seguiu confundindo a vontade com raça e perdeu mais um jogador antes do final da partida: o lateral-esquerdo Eduardo, que deixou a mão no rosto do adversário. Com nove em campo, a Chapecoense não teve forças reagir. Agora precisa correr atrás do prejuízo no Uruguai.
Chapecoense perde em casa para o Nacional-URU e se complica na Copa Libertadores
Com resultado, time brasileiro precisa de vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar