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Chapecoense vira nos acréscimos, bate Zulia e agora espera tribunal

Time catarinense venceu rival venezuelano por 2 a 1, na Arena Condá

Time catarinense venceu por 2 a 1
Time catarinense venceu por 2 a 1 Foto : Nelson Almeida / AFP / CP
A Chapecoense mostrou mais uma vez muito coração nesta terça-feira. Horas depois de ser declarada eliminada da Copa Libertadores por uma decisão judicial da Conmebol, a equipe saiu atrás do Zulia, da Venezuela, e era derrotada em plena Arena Condá quase até o apito final. Mas o time catarinense não desistiu em nenhum momento. E depois de acertar três bolas na trave do adversário, marcou duas vezes nos acréscimos e venceu por 2 a 1 para emocionar os torcedores que encararam a chuva em Chapecó (SC) para ir ao estádio.

Foi um fim heroico para uma terça-feira que parecia ser melancólica para o clube catarinense. Durante a tarde, a Chapecoense foi punida pela Conmebol pela escalação irregular de Luiz Otávio diante do Lanús, teve derrota de 3 a 0 decretada naquela partida, que havia vencido por 2 a 1 no campo, na Argentina, e viu ruir a possibilidade de classificação às oitavas de final da Libertadores.

Talvez o baque tenha influenciado na partida desta terça-feira porque a Chapecoense entrou em campo um pouco dispersa. Mas em nenhum momento desistiu e, na base da raça e da insistência, foi buscar a virada no final. Agora deixa o caso nas mãos de seu departamento jurídico, que promete recorrer da decisão da Conmebol e tentar selar a classificação às oitavas de final da Libertadores nos tribunais.

Se for mantido o cenário atual, a Chapecoense ao menos garantiu a classificação para a Copa Sul-Americana. A equipe poderá defender o seu título graças ao terceiro lugar no Grupo 7, com sete pontos. O Lanús terminou na ponta com 13, após derrotar por 1 a 0, mesmo fora de casa, o Nacional, do Uruguai, que também se classificou, com oito. O Zulia foi o lanterna, com cinco.

A forte chuva que caiu em Chapecó durante toda a partida e o público abaixo do esperado davam um ar melancólico antes da partida desta terça-feira. Com a bola rolando, o time da casa encontrou muito espaço pela direita e, aos 11 minutos, Plazas quase marcou contra o próprio gol quando Apodi cruzou.

Os brasileiros dominavam completamente a posse de bola, rondavam a área adversária, mas não conseguiam finalizar com perigo. E o castigo veio aos 30 minutos, logo na primeira chegada do Zulia. Douglas Grolli e Andrei Girotto falharam, Unrein driblou com tranquilidade Nathan e bateu cruzado. A bola passou por Jandrei e ficou limpa para Arango tocar para o gol vazio.

A Chapecoense só viria a dar trabalho ao goleiro Vega aos 42 minutos, quando Reinaldo cobrou falta pela direita, Nathan desviou e a bola ainda tocou em Douglas Grolli antes da boa defesa do venezuelano.

No segundo tempo, a Chapecoense foi para cima e quase sofreu o segundo gol aos dois minutos, quando Orozco e Moreno fizeram grande jogada e a zaga apareceu para afastar. Aos cinco, Nathan torceu o tornozelo sozinho, caiu sentindo muitas dores, chorando, e precisou ser substituído por Fabrício Bruno.

O que parecia ser o pior momento da Chapecoense na partida, virou uma intensa pressão dos brasileiros. Aos sete, Rossi recebeu longo lançamento em rápida escapada pela direita, cortou o marcador e tocou para Wellington Paulista, que bateu de primeira, na trave. Aos 18 minutos, foi a vez de Plazas salvar o Zulia em cima da linha, após cabeceio de Arthur.

As chances se sucediam, principalmente pelo lado direito. O time brasileiro cresceu ainda mais após o cartão vermelho mostrado aos 25 minutos para Bello, por falta em Rossi. Somente cinco minutos depois, a Chapecoense acertou novamente a trave de Vega, desta vez com Douglas Grolli de cabeça.

Parecia não ser mesmo o dia dos catarinenses, que consagravam o goleiro Vega. Aos 33 minutos, ele realizou grandes defesas seguidas em cabeçadas de Wellington Paulista e Túlio de Melo. Logo depois, foi a vez de Neném finalizar firme da entrada da área e acertar o travessão.

Quando parecia que o ritmo da Chapecoense já não era mais o mesmo, saiu o empate. Aos 45, Rossi ficou com sobra na entrada da área e bateu cruzado. Arthur dominou e fuzilou para a rede. E virada heroica veio no minuto seguinte. Rossi, sempre com liberdade pela direita, cruzou na cabeça de Andrei Girotto, que finalizou para o gol.