A explicação para a surpresa pelo tricampeonato está na recuperação das cirurgias nos dois joelhos, há 10 meses. Cielo tinha desgaste crônico no tendão patelar e foi operado após as Olimpíadas de Londres. "Não era para ser redenção, mas não tem jeito. Fiquei com um gosto amargo após Londres, precisei operar. Achei que o Manaudou (Campeão Olímpico) iria vencer. Respeitei meus adversários e também meu corpo, não sabia como iria reagir", contou.
Sobre a estratégia na prova, Cielo afirmou que o foco foi não acelerar os 50m e nadar com braçadas longas. Orgulhoso, o técnico Scott Goodrick classificou a prova como "fantástica" e salientou o caratér competidor do brasileiro. "A prova foi fantástica, e Cielo é um competidor. Ele sempre sabe como fazer as coisas darem certo. Ele fez isso nos 50m borboleta, e agora conseguiu fazer também nos 50m livre. É fantástico assisti-lo.
Não há nada especial que eu possa dizer para ele, é só que viemos fazendo e treinando. Meu coração estava disparado. É muito diferente não estar na água, mas eu tinha que confiar que ele ia conseguir fazer as coisas da forma com que havíamos planejado", declarou o americano que se mudou para São Paulo para treinar do nadador.