“Aquele que estiver mais concentrado, que brigar pela bola e que tiver mais vontade de ganhar no dia do jogo, vai ganhar”, receita o ex-centroavante, hoje com 35 anos e recém-aposentado. “Gre-Nal é isso, sempre foi isso”, ressalta. Até por isso, ele foge de quaisquer prognósticos para o duelo deste domingo, às 18h30min, no estádio Olímpico. “Prefiro não arriscar um placar.”
Segundo Christian, o fato de o Grêmio estar em um momento melhor do que o Inter não garante vantagem alguma. Ele relembrou um dos clássicos que disputou para exemplificar: “Eu já joguei Gre-Nal tanto pelo Grêmio quanto pelo Inter. Um estava melhor e o outro ganhou. Cito o de 2003, quando o Grêmio estava lutando para não cair”.
Estreia no Gre-Nal foi marcante
Na carreira, Christian entrou em campo diversas vezes para atuar em um Gre-Nal, tanto em suas passagens pelo Inter (na segunda metade da década de 1990 e 2007) e pelo Grêmio, clube em que defendeu entre 2003 e 2004. A estreia, diz ele, foi marcante: “O mais importante pra mim sempre é o primeiro. É um momento de afirmação dentro do clube”.
O Gre-Nal em questão é o primeiro da decisão do Gauchão de 1997, que terminou empatado em 1 a 1 e o gol colorado foi dele. “A partir dali comecei a criar confiança”, recorda. Meses depois, ele foi artilheiro do Inter no Brasileirão, com 23 gols – quantidade que o fez terminar como segundo maior goleador da competição, perdendo apenas para Edmundo. “No Gre-Nal se pega confiança de torcedor. Aí é se mostra o valor. Gre-Nal é divisor de águas.”
Mágoa por 2007
A última vez que Christian jogou um Gre-Nal foi em junho de 2007, na derradeira passagem dele pelo Inter. Passagem essa que ele quer esquecer. “Aquele ano de 2007 foi complicado”, lembra. Naquela temporada, o Colorado fez campanhas pífias tanto na Libertadores como no Gauchão, não chegando nem perto das finais em nenhuma das duas competições.
Contratado junto ao Corinthians ainda no início do ano, Christian não conseguiu repetir as atuações de dez anos antes e a torcida colorada mostrou certo rancor por ter visto o ídolo defender o arquirrival. Resultado: vaias. “Foi uma coisa que me magoou muito”, admite, sem estender muito o assunto. “Se eu tivesse uma bola de cristal, com certeza não teria vindo.”