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Christian: "Já joguei dos dois lados e vi quem estava pior vencer"

Ex-centroavante da Dupla testemunha que Gre-Nal não tem favorito<br />

Claudio Pitbull e Christian festejam gol do Grêmio
Claudio Pitbull e Christian festejam gol do Grêmio Foto : Itamar Aguiar / CP Memória
Não importa qual clube vive uma melhor fase ou quem está em alta na famosa “gangorra Gre-Nal”. Favoritismo não entra em campo no maior clássico de futebol do Rio Grande do Sul. Quem assegura é o centroavante Christian, que já vestiu – e fez história – vestindo tanto a camisa vermelha e branca quanto a tricolor.

“Aquele que estiver mais concentrado, que brigar pela bola e que tiver mais vontade de ganhar no dia do jogo, vai ganhar”, receita o ex-centroavante, hoje com 35 anos e recém-aposentado. “Gre-Nal é isso, sempre foi isso”, ressalta. Até por isso, ele foge de quaisquer prognósticos para o duelo deste domingo, às 18h30min, no estádio Olímpico. “Prefiro não arriscar um placar.”

Segundo Christian, o fato de o Grêmio estar em um momento melhor do que o Inter não garante vantagem alguma. Ele relembrou um dos clássicos que disputou para exemplificar: “Eu já joguei Gre-Nal tanto pelo Grêmio quanto pelo Inter. Um estava melhor e o outro ganhou. Cito o de 2003, quando o Grêmio estava lutando para não cair”.

Christian já foi decisivo para ambos os lados | Foto: Itamar Aguiar / CP MemóriaO dia referido era 12 de outubro e o Tricolor lutava para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro justo no ano de seu centenário. Com gol do centroavante, o Grêmio ganhou do Inter em pleno Beira-Rio pelo placar mínimo. Deu certo. O time da Azenha escapou da degola, enquanto os colorados não se classificaram à Libertadores por pouco.

Estreia no Gre-Nal foi marcante

Na carreira, Christian entrou em campo diversas vezes para atuar em um Gre-Nal, tanto em suas passagens pelo Inter (na segunda metade da década de 1990 e 2007) e pelo Grêmio, clube em que defendeu entre 2003 e 2004. A estreia, diz ele, foi marcante: “O mais importante pra mim sempre é o primeiro. É um momento de afirmação dentro do clube”.

O Gre-Nal em questão é o primeiro da decisão do Gauchão de 1997, que terminou empatado em 1 a 1 e o gol colorado foi dele. “A partir dali comecei a criar confiança”, recorda. Meses depois, ele foi artilheiro do Inter no Brasileirão, com 23 gols – quantidade que o fez terminar como segundo maior goleador da competição, perdendo apenas para Edmundo. “No Gre-Nal se pega confiança de torcedor. Aí é se mostra o valor. Gre-Nal é divisor de águas.”

Mágoa por 2007

A última vez que Christian jogou um Gre-Nal foi em junho de 2007, na derradeira passagem dele pelo Inter. Passagem essa que ele quer esquecer. “Aquele ano de 2007 foi complicado”, lembra. Naquela temporada, o Colorado fez campanhas pífias tanto na Libertadores como no Gauchão, não chegando nem perto das finais em nenhuma das duas competições.

Contratado junto ao Corinthians ainda no início do ano, Christian não conseguiu repetir as atuações de dez anos antes e a torcida colorada mostrou certo rancor por ter visto o ídolo defender o arquirrival. Resultado: vaias. “Foi uma coisa que me magoou muito”, admite, sem estender muito o assunto. “Se eu tivesse uma bola de cristal, com certeza não teria vindo.”

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