"É complicado porque o Maria Lenk vai ser a última competição aqui por conta da reforma para o polo aquático na Olimpíada de 2016. Não sei se teremos piscina para fazer índice. Uma coisa que falta no Brasil são piscinas de alto nível", disparou o nadador. "Como vamos ter a exigência de ter o melhor desempenho em 2016 se não temos a melhor estrutura? A nossa parte é nadar, mas tentamos no Twitter, com abaixo-assinado, salvar o De Lamare. Vamos torcer para que nossos líderes nos ajudem", desabafou Cielo. Ele baixou o tempo inicial de 21s58 para 21s57. É a segunda melhor marca do ano, atrás apenas dos 21s55 do francês Florent Manaudou.
O velocista lamentou o fato de no Brasil não existir piscina coberta e aquecida. Segundo ele, a natação do país vem crescendo e não há desculpas para isso. "Precisamos de piscina coberta e aquecida, condições de aquecimento adequadas. O pessoal quer aquecer de costas aqui e não tem bandeirinha, não tem marcação no fundo da piscina, não tem baliza de aquecimento. Nossa condição não é ruim, mas está longe de ser a ideal, como as que os Estados Unidos e Austrália oferecem", analisou.
Feliz e aliviado por ter garantido a vaga em Barcelona, principalmente por não saber como seus dois joelhos, operados há seis meses e meio, iriam reagir, Cielo disse que disputará três competições fora do Brasil até o Mundial, torneio em que brigará pelo tricampeonato nos 50m livre. Ele vai participar de Grand Prix nos EUA e provalvemente do Aberto da França, no início de julho, poucas semanas antes da competição espanhola.
Além de Cielo, quem também conquistou o índice (22s33) para o Mundial foi Marcelo Chierighini, com o tempo de 21s88. Bruno Fratus, que obteve 21s92, não irá a Barcelona pois são apenas duas vagas por prova. No feminino, Graciele Hermann, que já tinha feito o índice (25s34) pela manhã, ao obter 25s32, melhorou sua marca e cravou 25s10. A outra classificada para o Mundial será a jovem Alessandra Marchioro, de 19 anos. Ela, que participou do programa Vivência Olímpica, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), indo aos Jogos Olímpicos de Londres-2012 para "quebrar o gelo", fez o tempo de 25s17.