Eugene Godsoe ficou com a prata e Frederick Bousquet foi bronze. O outro brasileiro na disputa, Nicholas Santos fez um bom início de prova mas não conseguiu manter o ritmo até o final e fechou na quarta colocação.
100% e bicampeão
A trajetória vitoriosa de Cielo em Mundiais começou há quatro anos, em Roma (ITA). Na ocasião, já campeão olímpico dos 50m livre, ele venceu a sua prova favorita. Em seguida, faturou os 100m livre e ainda bateu o recorde mundial da distância - que permanece até hoje.
A epopeia de Cielo continuaria dois anos mais tarde. Após ser flagrado no exame antidoping e ser liberado para competir em Xangai-2011, Cielo deu a resposta aos críticos na piscina.
O nadador faturou os mesmos 50m borboleta, apesar da desconfiança de quem havia contestado a decisão de absolvê-lo. Dias mais tarde, seria a vez de mostrar que ainda era o melhor do mundo nos 50m livre. Dito e feito. Cielo tornou-se bicampeão da prova, da qual também possui duas medalhas olímpicas.
Mais do que a conquista da sua quinta medalha de ouro em campenatos mundiais de esportes aquáticos, Cesar Cielo se colocou nesta segunda-feira em um novo patamar em sua carreira: aquele em que só estão os bicampeões mundiais dos 50m borboleta.
Apenas o nadador sul-africano Roland Schoeman havia obtido o mesmo feito. Ele conquistou os 50m borboleta em duas ocasiões, sendo a primeira no Mundial de Montreal (CAN), em 2005, e a segunda no Mundial de Melbourne (AUS), dois anos mais tarde, em 2007.
Cesar Cielo ainda pode igualar outro recorde histórico nesta competição. Caso conquiste o título dos 50m livre, que têm início na próxima quinta-feira, ele se tornará o quinto nadador da história a obter o tricampeonato de uma prova no Mundial em piscina longa (50m). O brasileiro venceu esta prova em Roma-2009 e em Xangai-2011.