Esportes

Clube peruano leva só multa da Conmebol por racismo contra Tinga

Real Garcilaso vai ter que pagar US$ 12 mil e terá estádio fechado em caso de reincidência<br />

Tinga foi ofendido por parte da torcida do Real Garcilaso durante partida válida pela Libertadores
Tinga foi ofendido por parte da torcida do Real Garcilaso durante partida válida pela Libertadores Foto : Cris Bouroncle / AFP / CP Memória
As manifestações racistas contra o volante Tinga, do Cruzeiro, na Libertadores, renderam ao Real Garcilaso, do Peru, apenas uma multa de US$ 12 mil (cerca de R$ 28 mil). A punição foi confirmada nesta segunda-feira pela Conmebol e veio acompanhada de uma advertência formal avisando que, em caso de reincidência de racismo, o estádio do time peruano será fechado.

Em nota, a Conmebol "reiterou o compromisso de combater qualquer forma de discriminação e atos racistas em suas competições". A entidade acrescentou que "como marco desta prioridade, reforçou a vigilância das equipes de arbitragem e delegados das partidas para advertir e denunciar esse tipo de infração".

A Conmebol levou mais de um mês para resolver o caso, ocorrido na primeira rodada da fase de grupos da Libertadores. A cada toque na bola de Tinga, os torcedores emitiram sons de macaco. Os responsáveis pela decisão foram os integrantes do Tribunal Disciplinar da entidade, o colombiano Orlando Morales e o boliviano Alberto Lozada. Foi o primeiro caso de racismo que a corte julgou.

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