Nos sete primeiros jogos da temporada, o Corinthians voou, virou referência de bom futebol e fez 14 gols. De repente, tudo se transformou. Nos últimos sete jogos, derrotas para rivais, eliminação na Copa Libertadores e um ataque obsoleto. Apenas dois gols marcados – e chorados – na conta.
Nesta quarta-feira, diante do Grêmio, às 22h, na Arena do Grêmio, a equipe tem nova prova para acertar o gol, o que parece ter virado dura missão. Na nova realidade, já sem Guerrero e Sheik e com ausências de Malcom (na seleção para o Mundial Sub-20) e Luciano (machucado), parece tudo ainda mais difícil. Vagner Love, fora dos dois últimos jogos para melhorar o condicionamento físico, vai ficar apenas no banco de reservas.
Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o técnico Tite ressaltou a importância do gol, até como fator psicológico no jogo. "Fazer gol ou tomar gol nesses momentos dá mais tranquilidade ou menos tranquilidade", analisou. "Jogar a bola nos pensadores. Temos apressar esse momento de maturidade da equipe, para ser mais lúcida, mais equilibrada. Não tem equipe confiante sem tranquilidade", completou o treinador alvinegro.
Além dos tradicionais trabalhos táticos, Tite tem insistido em treinos de finalização às vésperas dos jogos. A média tem sido desastrosa. Chutes na lua, para fora e defendidos pelos goleiros são a maioria da atividade.
Curiosamente, todos que estarão em campo, do meio para frente, não chegam aos 12 gols de Guerrero, que saiu como artilheiro da temporada: Cristian (1 gol), Bruno Henrique (1), Jadson (3), Renato Augusto (2), Mendoza (2) e Romero (1), somados, fizeram apenas 10 gols em 2015.
Elias, na Seleção Brasileira para a disputa da Copa América, é o vice-artilheiro do ano, com quatro gols, ao lado de Danilo, que iniciará o duelo de hoje à noite no banco de reservas.
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