Os dois times chegaram para a partida na mesma condição, com apenas uma vitória cada. E os dois adotaram estratégia cautelosa no início, o que deixou o jogo lento e com raros atrativos, principalmente na etapa inicial. Mesmo sendo o mandante, o Cruzeiro avançou pouco e na maior parte dos ataques parou na marcação rubro-negra.
Do outro lado, o Sport, do técnico Vágner Mancini - que deixou o comando do Cruzeiro no início de maio -, entrou fechado na defesa. A equipe não encontrou espaço para criar jogadas e a bola pouco chegava em Felipe Azevedo, que dava a impressão de jogar sozinho no campo adversário. O time parecia apostar nos contra-ataques, mas como os mineiros também não se arriscavam, o Sport conseguiu chutar a gol apenas duas vezes, sem dar trabalho ao goleiro Fábio.
Sem sentir uma esperada pressão do Cruzeiro, o Sport voltou para o segundo tempo mais animado e já nos primeiro minutos a bola sobrou para Marquinhos Gabriel na área e, com Fábio fora da jogada, coube a Diego Renan fazer o desvio para fora em cima da linha. O ataque deu uma sacudida na partida e as duas equipes passaram a avançar mais. O Cruzeiro, principalmente, resolveu impor o mando de campo e conseguiu chegar mais vezes no ataque.
O técnico Celso Roth ainda tentou deixar o time mais agressivo, trocando Tinga por Anselmo Ramon. Porém, a partida permaneceu marcada por uma sucessão de erros. Para alegria da torcida celeste, no entanto, aos 24 minutos a bola chegou até Everton, que sofreu falta dentro da área. O pênalti assinalado pelo árbitro Raphael Claus foi cobrado por Wellington Paulista, que converteu sem dificuldades.
Com o crescimento do Cruzeiro em campo, Vágner Mancini preferiu fechar ainda mais o Sport. Trocou o atacante Marquinhos Gabriel pelo lateral Reinaldo e conseguiu segurar o resultado até o apito final.