Esportes

Com pedidos de aumento, futuro de “gremistas” é incerto no Palmeiras

Leandro e Vilson desejam aumento e clube busca conter a folha salarial

Muitos torcedores consideram que o Palmeiras se deu muito bem na troca de Barcos, pelo desempenho ruim do argentino no Grêmio e pelo bom ano que Leandro e Vilson tiveram no Verdão. Porém, ainda é uma incógnita se essa "vantagem" seguirá em 2014. Isso porque, enquanto o Pirata tem vínculo de mais dois anos com o Tricolor, nenhum dos quatro palmeirenses – Rondinelly e Léo Gago são os outros – está garantido no próximo ano. E as negociações estão "cruas" após conversas iniciais entre as partes.

O caso mais emblemático é o de Leandro. Artilheiro do time no ano, com 19 gols, o atacante caiu nas graças da torcida e foi o grande nome do ataque. A negociação parece fácil, já que o Palmeiras tem a prioridade para renovar. Mas a tendência é que não seja tão tranquilo fazer o acerto de acordo com representantes do atleta.

O camisa 38 recebe cerca de R$ 40 mil por mês, o menor salário entre os titulares da equipe. Para ficar, pedirá um bom aumento, sobretudo pelo que fez no ano. O clube já avisou que quer segurá-lo, mas ainda não fez proposta. Na única reunião entre a direção e seus representantes, não se falou na parte financeira. Embora já tenha deixado claro o desejo de permanecer, ele recebeu sondagens e, caso não se acerte com o Palmeiras, poderá não ficar para o próximo ano.

O caso de Vilson é semelhante. Ele tem contrato até dezembro e, nas primeiras conversas, em outubro, disse à diretoria que também vai querer um aumento. Desde então, não foi mais procurado. Seus representantes esperam resolver o caso nesta semana, mas o Palmeiras não pretende aumentar muito os seus vencimentos.

Léo Gago ainda não foi procurado para nada. O Palmeiras também tem a preferência unilateral para renovar, mas não deu nenhum sinal ao atleta e nem ao Grêmio. A vontade dele é ficar.

“Queremos ficar, conversamos disso. Saímos para jantar esses dias e estávamos falando sobre quem ficaria, eu disse que tinha muita vontade de ficar no clube. Espero que a diretoria pense no meu caso com carinho, porque eu quero muito ficar. O ano que vem será importante demais e quero fazer parte disso. Mas não depende só de mim agora, tenho de trabalhar até o último dia do meu contrato para conquistar a todos e ficar mais um ano”, declarou Léo Gago.

Rondinelly é o único com futuro definido: não ficará no próximo ano, já que só fez três partidas em 2013 e não faz parte dos planos do Palmeiras para a temporada que marca o centenário do clube.

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