Chile e Argentina fazem neste sábado, às 17h, uma final inédita da Copa América, e cada uma chega com uma pressão pesada nas costas. E até uma certa obrigação em vencer o título. A Roja por nunca ter levado uma taça oficial, e jogar em casa, e a Albiceleste por ser uma das maiores seleções do mundo, mas já estar há 22 anos sem títulos. O Chile teve outras boas gerações. Como a dos anos 1950 e 1960, que tinha Hormazábal e Leonel Sánchez, e na sequência a liderada por Figueroa e Caszely. A última era a que tinha Zamorano e Salas, os maiores artilheiros da história da seleção chilena.
Mas nenhuma geração é tão celebrada como esta. Mesmo os mais velhos concordam que nunca na história a Roja teve uma equipe com grandes jogadores em várias posições. E com continuidade. Prova da sequência é que entre os 20 jogadres com mais partidas em todos os tempos na seleção, nove estão nesta Copa América. Isso sem falar no técnico Jorge Sampaoli, que segue a cartilha de Marcelo Bielsa, seu antecessor. "O grupo demonstrou ter personalidade para jogar como local e lidar com a pressão. Não creio que o cenário afete", disse Jorge Sampaoli em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, no Estádio Nacional, palco do jogo.
Bicampeã mundial e com 14 títulos da Copa América, a Argentina chega com uma "obrigação moral" como até já descreveu Mascherano, de ganhar o título. Na fila desde 1993, quando levou o torneio continental com Redondo, Simeone e Bastituta no time. Depois disso, "perdeu" gerações que tinham jogadores como Verón, Crespo, Ortega, Riquelme, Zanetti, Sorín, Aimar e outros. Agora, a esperança é de que isso não aconteça com jogadores que já estão batendo na porta dos 30 anos, como Agüero, Di María, Mascherano e, principalmente, Messi. "É uma das melhores gerações da história da Argentina. Estes jogadores geram tanta expectativa, que parece que chegar na final é uma obrigação", analisou Gerardo Martino, treinador da Argentina.
Ficha Técnica
Chile: Bravo, Isla, Silva, Medel e Beausejour; Díaz, Aránguiz, Vidal e Valdivia; Vargas e Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli
Argentina: Romero, Zabaleta, Otamendi, Garay (Demichelis) e Rojo; Mascherano, Biglia, Pastore e Di María; Messi e Agüero. Técnico: Gerardo Martino
Local: Estádio Nacional, em Santiago (CHI)
Hora: 17h (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Auxiliares: Alexandres Guzmán (COL) e Cristian de la Cruz (COL)
Com pressão para sair da fila, Chile e Argentina fazem a final da Copa América
Seleções se enfrentam neste sábado no Estádio Nacional de Santiago