E a briga pelo troféu promete ser boa neste ano. Afinal, atrás dele estão nada menos que o atual melhor jogador do planeta, o argentino Lionel Messi, o melhor jogador da última Copa do Mundo, o uruguaio Diego Forlán, e o sonho de consumo dos principais clubes da Europa, o brasileiro Neymar. Mas não só eles. Fora dos holofotes, outros vários nomes consagrados entrarão em gramados portenhos nos próximos dias, como Tévez, Milito, Suárez, Ganso, Alexandre Pato, Paredes, entre outros.
Mesmo sendo o atual bicampeão – e tendo oito taças no armário – o Brasil está longe de ser o maior vencedor da competição. Argentina e Uruguai detêm este posto, com 14 conquistas cada. Porém, das últimas cinco edições da Copa América, a Seleção levou a melhor em quatro – as duas últimas, inclusive, em cima da Argentina.
Multicampeão pelo Santos, Neymar tenta o primeiro título pela Seleção
Há menos de um ano no comando da Seleção Brasileira, Mano Menezes terá o primeiro grande desafio. Mesmo com o prestígio inabalado, o técnico desembarcou na Argentina carregando a incômoda marca de não ter comandado sequer uma vitória sobre uma seleção de ponta. Ao contrário do estilo briguento do antecessor Dunga, Mano se mostra completamente alinhado com CBF, imprensa e torcida e convocou Neymar – deixado de fora da lista de Dunga na Copa do ano passado. Na Argentina, o atacante do Santos, que se define como ousado, tentará o primeiro título pela Seleção Brasileira principal. Recém-campeão da Libertadores, Neymar carrega, aos 19 anos, as principais esperanças da torcida para um sucesso na Argentina. Junto a ele, uma mescla de novatos e veteranos. Todos, porém, com grife, como Paulo Henrique Ganso, Robinho, Alexandre Pato e Lúcio.
Messi tenta recuperar a auto-estima portenha
Quanta coisa mudou nos últimos 19 anos? Há pouco menos de duas décadas, a Internet, por exemplo, não estava difundida mundo afora. Telefone celular era objeto de luxo, o Brasil nem havia sido tetra e a Argentina era campeã. Foi no longínquo 1993 que a seleção principal dos hermanos levantou o último troféu . Lionel Messi – que tinha apenas seis anos em 1993 – é o principal trunfo para quebrar esse jejum. Eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo nas últimas duas temporadas e cheio de troféus, o atacante tentará repetir na terra natal a qualidade apresentada em gramados catalãos. Para jogar ao lado de Messi, o técnico Sérgio Batista convocou jogadores como Higuaín, Mascherano, Milito, Dí Maria e Carlos Tevez. Em tempos em que até o River Plate caiu para a segunda divisão, os argentinos anseiam por uma grande conquista.
Com Forlán, Uruguai tenta continuar em ascensão
Já o Uruguai atravessa o rio da Prata com a ambição de seguir em ascendência. Pouco a pouco, o orgulho da torcida vai voltando. Começou no ano passado com a surpreendente e empolgante campanha na Copa do Mundo, em que a seleção foi a quarta colocada e a melhor sul-americana. Em 2011, a seleção sub-23 manteve o embalo da principal e carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos. Em seguida, o futebol uruguaio voltou a ter um representante na final da Libertadores, o Peñarol. Fato que não ocorria havia 23 anos. Para manter o tom, o técnico Oscar Tabárez conta com o maestro e camisa 10, Diego Forlán. Artilheiro e melhor jogador da Copa do Mundo, ele tem como principal missão repetir as atuações da África do Sul e ser o motor da celeste olímpica, carente de título da Copa América desde 1995.
Coadjuvantes tentam o crime
Ofuscados por Neymar, Messi e Forlán há dezenas de jogadores das outras nove participantes do torneio – Colômbia, México, Bolívia, Chile, Paraguai, Equador, Peru, Costa Rica e Venezuela.
Falcão García, campeão português e da Liga Europa pelo Porto, é um dos que querem surpreender nesta Copa América. O colombiano de 25 anos estreia na competição no sábado contra a Costa Rica. Outro que chega à Argentina vindo de boa temporada no Velho Continente é o mexicano Chicarito Hernandéz, campeão inglês com o poderoso Manchester United.
Também formam o time dos coadjuvantes, o boliviano Marcelo Moreno, que não vive um bom momento no atual clube, o Shakthar Donetsk, e quer retomar a fase que o levou à condição de estrela na seleção boliviana.
No Chile, o atacante Paredes – sondado pelo Grêmio – e Aléxis Sanchez desejam transformar o time que representam em protagonista. Sánchez, centroavante da Udinese, está próximo de uma transferência para o Barcelona e o jogador tem tudo para comprovar o interesse do time catalão.
O Paraguai chega à Copa América sem a principal estrela: Oscar Cardozo, que foi preterido pelo técnico Gerardo Martino. A aposta da equipe vai para o argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios, um dos destaques do campeão alemão Borússia Dortmund.
Os equatorianos, que serão comandos por Reinado Rueda, apostam no Antonio Valencia, que recentemente se tornou o primeiro jogador do Equador a conquistar o Campeonato Inglês, título alcançado pelo Manchester.
Sem Fárfan e Pizarro, a saída do técnico Sérgio Markarian será apostar todas as fichas na capacidade coletiva da seleção peruana e no meia-esquerda Juan Manuel Vargas, que é destaque da Fiorentina, da Itália. Com apenas 19 anos, Joan Campbell é a esperança da Costa Rica nesta Copa América. O atacante do Saprissa é a principal revelação do país.
A Venezuela projeta evolução no futebol e quer mostrar serviço na Copa América. Para tanto, a seleção de César Farias aposta Juan Arango, o “Arangol”, atacante do Borússia M’gladbach, da Alemanha.