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Comissão de Ética do COI investiga Havelange, revela jornal inglês

Ex-presidente da Fifa foi citado em caso de suborno em um documentário da BBC

Ex-presidente da Fifa foi citado em caso de suborno em um documentário da BBC
Ex-presidente da Fifa foi citado em caso de suborno em um documentário da BBC Foto : José Cruz / CP Memória
A Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) investiga o brasileiro João Havelange, ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e decano entre os membros da entidade. A informação consta na edição desta sexta-feira do jornal The Guardian.

Em novembro de 2010, depois da difusão de um programa na rede de televisão BBC sobre presumíveis casos de corrupção na Fifa, o COI havia anunciado que sua Comissão de Ética investigaria o possível envolvimento de seus membros citados no programa. Segundo The Guardian, a investigação se estende a Havelange, presidente de honra da entidade máxima do futebol, que é citado em documentário da BBC num possível caso de suborno.

"Sempre dissemos que, com a política de tolerância zero sobre corrupção, toda a prova eventual é levada em consideração, quando são apresentados argumentos contra os membros do COI", declarou nesta sexta-feira aporta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Emmanuelle Moreau. "A Comissão de Ética dará prosseguimento à investigação. Recebeu documentos da BBC e está verificando sua autenticidade", destacou, precisando que "a comissão faz seu trabalho de forma independente e enviará suas recomendações à Comissão Executiva do COI no devido momento".

A BBC, que investiga há quase dez anos a corrupção na Fifa, destacou em seu último documentário as relações entre Havelange e a International Sports and Leisure (ISL), uma empresa de marketing que havia obtido exclusividade de direitos, durante vários Mundiais, até sua liquidação, em 2001. Segundo o canal, o ex-presidente da Fifa teria recebido 1 milhão de dólares em 1997.

O primeiro documentário falava de pagamentos ilegais entre 1989 e 1999, por 100 milhões de dólares, que teriam servido para corromper altos dirigentes da Fifa, entre eles o brasileiro Ricardo Teixeira ou os presidentes das Confederações Africana e Sul-Americana, Issa Hayatou e Nicolás Leoz, respectivamente.


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