A comissão de ética da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) recomendou o banimento de três ex-dirigentes, incluindo um ex-tesoureiro e um dos filhos de Lamine Diack, ex-presidente da entidade, em um escândalo que envolve
doping e corrupção.
Os três ex-dirigentes são os russos Valentin Balakhnichev, tesoureiro da IAAF até dezembro de 2014 e ex-presidente da federação de seu país, Alexei Melnikov, ex-técnico nacional da marcha atlética, e o senegalês Papa Massata Diack, ex-conselheiro da entidade.
Um quarto ex-dirigente, o médico francês Gabriel Dollé, que comandou a luta contra o doping na IAAF até o fim de 2014, também foi considerado culpado, mas em menor medida, e teve pena de suspensão de cinco anos solicitada pela comissão.
As punições são acompanhadas por multas que vão de 15 mil a 25 mil dólares para três deles. Estas são as primeiras propostas de sanções individuais para dirigentes do atletismo dentro do maior escândalo já registrado na modalidade.
Os ex-dirigentes são suspeitos de aceitar subornos para acobertar práticas de doping, principalmente na Rússia. No dia 9 de novembro de 2015, uma comissão de investigação independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) divulgou um relatório sobre um esquema de doping organizado na Rússia e atos de corrupção que chegam à cúpula da IAAF.
Quatro dias depois, em 13 de novembro, o Conselho da IAAF, governo da entidade, anunciou a suspensão provisória da Rússia de todas as competições, o que abre o caminho para uma possível ausência dos atletas russos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016.
Comissão recomenda banimento de ex-dirigentes da Federação de Atletismo
Indicados são suspeitos de aceitar subornos para acobertar práticas de doping