E este respaldo é tão grande que, se não fosse Dunga, o preparador físico teria seguido no Grêmio. “Não tenho nenhuma dúvida da capacidade do capitão em desenvolver o trabalho dele no clube. Se tivesse alguma dúvida, não teria assumido”, destacou Paixão, enfantizando o tratamento do novo técnico do Inter por “capitão”.
Na sua apresentação, em 12 de dezembro, Dunga ironizou a questão: “Eu ‘só’ treinei a Seleção Brasileira”, lembrou. Paixão, que era seu preparador à época – e que deve voltar com a ida de Felipão – reconheceu que há diferenças entre trabalho em seleção e em times, mas minimizou: “Ele está bem com relação a esse início de trabalho em clube. Capacidade ele tem”, assegurou.
Em seu setor, Paixão já tem alinhavado todo o planejamento para garantir o Inter na “ponta dos cascos” em 2013. “Na primeira semana, a ideia é manter treinos aeróbios e musculares todos os dias, além de algum treino tático do Dunga”, comentou. “A partir do quarto dia da segunda semana vamos buscar intercalar com trabalhos anaeróbios láticos, chegando ao final da semana com um amistoso”, definiu o preparador.
Conhecedor de boa parte do plantel colorado, Paixão não buscou contato antecipado com os jogadores durantes as férias. O único que conversamos foi o Juan. Ele tem uma preocupação grande por ter chegado em meio à temporada e não ter o tempo necessário”, explicou. “Nós orientamos para trabalhar o reforço muscular, assim ele terá sergurança.”
Com informações de Rafael Peruzzo/Correio do Povo.