A crise financeira no Paraguai, que teve como consequência até a renúncia do presidente Santiago Peña, não deve ter reflexos nas Copas Libertadores e Sul-Americana. Ainda que parte dos investimentos da Conmebol estivesse no Banco Ueno, que teve suas atividades encerradas, deixando mais de três milhões de clientes sem acesso às contas, a entidade garante que as premiações das competições serão pagas.
Somados, os valores pagos nas duas competições chegam a 44 milhões de dólares (R$ 241,1 milhões). O Brasil tem representantes em ambas. Na Libertadores, o Palmeiras faz a final com o Estudiantes, enquanto na Copa Sul-Americana o Atlético-MG enfrenta o Boca Juniors na decisão.
Procurada pelo site GE, a Conmebol alega que o impacto do investimento de prazo fixo no Ueno não compromete o pagamento das premiações, já que apenas 2,5% da receita da confederação, que no ano passaado bateu em 600 milhões de dólares (R$ 3,2 bilhões), estava no Ueno.
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Além da Conmebol, a Federação Paraguaia de Futebol (APF) também mantinha negociações com a instituição. Diante dos rumores de uma paralisação, a entidade divulgou um comunicado na quarta-feira assegurando a continuidade da Copa Paraguai 2026.
"A APF está ao lado dos clubes, jogadores e demais integrantes do futebol paraguaio afetados por esta situação, reafirmando seu compromisso de acompanhá-los e trabalhar ativamente na busca de respostas e soluções. Assumimos com firmeza o nosso compromisso diante desta difícil situação. Já estamos trabalhando nas ações necessárias para acompanhar os afetados e contribuir para a busca de soluções concretas, com a responsabilidade e a sensibilidade que este momento exige. Nosso compromisso é agir e estar perto de quem hoje mais precisa", afirma trecho do comunicado.
Em suas publicações em redes sociais, a confederação já não menciona mais o Ueno, antigo patrocinador. O nome "Estádio Ueno Bank", no entanto, continua no acordo de naming rights sobre o estádio Defensores del Chaco.