Esportes

Conmebol se exime de responsabilidade por brigas de torcidas

Adolescente boliviano morreu atingido por sinalizador na partida entre San José e Corinthians

O representante brasileiro na Conmebol, Hildo Nejar, comentou o incidente ocorrido no jogo entre San José e Corinthians, em que um adolescente de 14 anos morreu ao ser atingido por um sinalizador. Segundo Nejar, a entidade não costuma se responsabilizar por confusões envolvendo torcidas. "Brigas envolvendo torcidas organizadas não é responsabilidade da entidade, isso é uma questão para ser tratada pelos órgãos de segurança de cada país. É coisa de segurança nacional", disse. Na ocasião o torcedor Kevin Beltrán Espada morreu ao ser atingido por um sinalizador lançado pela torcida do Corinthians.

O caso será analisado pelo Comitê Disciplinar da entidade sul-americana. No entanto Nejar reconheceu que o regulamento da Libertadores não prevê punição ao Corinthians ou ao estádio Jesús Bermúdez, onde foi disputado o encontro. "O regulamento não prevê qualquer punição. Mas o assunto será analisado e as providências serão tomadas com base no que foi relatado pelo delegado do jogo", completou Nejar.

Por fim, o representante da Conmebol falou sobre a entrada de artefatos explosivos em estádios. Nejar lembrou que isso é inclusive proibido pela Fifa, mas que coibir a entrada dos mesmos é também responsabilidade das forças de segurança de cada país. "A Fifa proíbe terminantemente qualquer utilização de artefatos explosivos em estádios de futebol. Mas quem deve controlar e fazer cumprir essa determinação é a polícia", concluiu o dirigente.

Condolências

Após a morte do adolescente boliviano, a Conmebol divulgou no seu site uma nota de pesar. O presidente da entidade, Nicolás Leoz, se dirigiu ao mandatário da Federação Boliviana de Futebol, Carlos Chávez. "Uma jovem vida foi tirada sem razão, causando dor a uma família. O fato não tem vínculo algum com o que o futebol pretende para os nossos povos", escreveu Leoz.

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