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Conmebol tenta se desvincular de Marin e não ajuda na defesa de dirigente

Ex-presidente da CBF foi banido temporariamente do futebol

Conmebol tenta se desvincular de Marin e não ajuda na defesa de dirigente
Conmebol tenta se desvincular de Marin e não ajuda na defesa de dirigente Foto : Rafael Ribeiro / CBF / CP
Quase quatro meses depois de conferir a José Maria Marin o título de membro honorário, a Conmebol não quer nem saber de manter um vínculo público com o ex-presidente da CBF, banido temporariamente do futebol após ser preso na Suíça, sob acusação de ter participado de um esquema de recebimento de propina.

Apesar de ter decidido em Zurique que iria prestar, ao menos, assessoria jurídica ao dirigente brasileiro, o diretor geral da Conmebol, Gorka Villar, garante que não há envolvimento algum na defesa de Marin. O mesmo vale para os outros dois detidos, o uruguaio Eugenio Figueredo, agora ex-vice-presidente da Fifa, e o venezuelano Rafael Esquível, que deixou de ser vice da entidade sul-americana.

"Eu sou diretor da Conmebol, advogado de formação, mas não sou o responsável por defender Esquível, Marin ou Figueredo. Eu estava na delegação em Zurique, mas não me envolvi. A Conmebol também não é a responsável por defender qualquer um dos três", disse.

Villar, que é espanhol e filho do presidente da Federação Espanhola (José Maria Villar, que também é vice-presidente da Fifa), ressalta ainda que a entidade tampouco tem conhecimento da identidade dos advogados suíços que têm a missão de cuidar dos três casos. "As informações que tivemos é que, como o caso está acontecendo na suíça, eles procuraram advogados suíços. Foram vários nomes. Fizeram contatos diferentes, mas a Conmebol não foi informada sobre quem são", comentou.