Após dias de silêncio e incertezas, a Federação de Ginástica Artística, Rítmica, Trampolim, Aeróbica e Acrobática do RS (FGRS) teve nessa terça-feira um encontro com a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) para definir o futuro das atividades da modalidade no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE). A reunião, no entanto, terminou sem uma decisão acerca do assunto.
Uma liminar na Justiça ordenou a manutenção da Federação no ginásio. A entidade contudo, trabalha em outra frente. De acordo com Mariju Maciel, advogada da FGRS, o ponto principal buscado na reunião foi tentar obter um termo de autorização para validar a presença da entidade e das atividades de forma regular até que um novo edital de concessão seja concluído.
“Nós trouxemos uma proposta e pedimos que o governo nos desse este termo, para sanarmos essa irregularidade e o Estado entendeu que precisa pensar, se reunir com a equipe jurídica e ficou de nos dar uma resposta até amanhã (hoje)”, explicou a advogada.
A urgência na aquisição de um termo oficial acontece devido ao calendário das atividades voltado para as crianças. Hoje, cerca de 400 crianças dependem do ginásio para seguirem com os projetos sociais de ginástica ao longo do verão. “Até agora, elas não sabem o que vão fazer em janeiro e fevereiro, esperando uma resposta, que eu tenho certeza que vai ser positiva, porque eu não acredito que a SEL vá abandonar uma comunidade inteira”, pontuou.
Um ponto de alívio para a federação durante a reunião foi a confirmação, por parte da Secretaria, foi que o próximo edital seguirá os mesmos moldes dos anteriores. Ou seja, afasta a preocupação de que o espaço pudesse ser descaracterizado ou destinado a outras modalidades esportivas que não exigissem a estrutura específica da ginástica. Inclusive, a SEL revelou um aumento de verba para a modalidade no próximo chamamento.
“Os editais são por modalidade. Então, vamos abrir uma outra infinidade de editais para os outros espaços, mas o da ginástica se manterá bem parecido. As mudanças serão no sentido de melhorias para a modalidade, como um repasse maior e também um tempo maior de permanência da FGRS no CETE”, afirmou Nathalia Lauermann, secretária adjunta.