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Copa América do Centenário começa nesta sexta com desfalques e incertezas

Bola rola às 22h30 (horário de Brasília) com o jogo entre EUA x Colômbia

Copa América do Centenário começa nesta sexta com desfalques e incertezas
Copa América do Centenário começa nesta sexta com desfalques e incertezas Foto : Mark Ralston / AFP / CP
Neymar não convocado para priorizar o sonho olímpico do Brasi, Suárez, do Uruguai e Messi, da Argentina, às voltas com lesões e problemas extra-campo: a Copa América do Centenário começa nesta sexta-feira, nos Estados Unidos, com seleções afetadas por lesões e astros sem garantia de estar a 100%.

A bola começa a rolar às 18h30 locais (22h30 de Brasília), com o duelo entre a seleção anfitriã e uma Colômbia rejuvenescida.  O palco da partida de abertura será o Levi's Stadium de Santa Clara, onde foi disputada a última edição do Superbowl, a finalíssima do futebol americano.

O Brasil estreia no sábado, contra o Equador, em outro estádio californiano: o Rose Bowl de Pasadena, perto de Los Angeles, que recebeu a final da Copa do Mundo de 1994, quando Dunga, hoje técnico da seleção, ergueu a taça do tetra.

Torneio de seleções mais antigo do mundo

É a primeira vez que a Copa América é disputada fora da América do Sul, com a participação de 16 seleções, quatro a mais do que nas últimas edições. Além das dez equipes sul-americanas, Estados Unidos, Panamá, Haiti, México, Costa Rica e Jamaica participarão dessa edição especial do centenário, que acontece excepcionalmente um ano depois da anterior, vencida em casa pelo Chile.

O mais antigo torneio entre seleções do mundo foi disputado pela primeira vez em 1916, na Argentina, como parte dos festejos pela independência do país. Apenas quatro equipes participaram (Argentina, Brasil, Peru e Uruguai) e os uruguaios foram os campeões.

A realização da edição comemorativa dos cem anos da Copa América e da Conmebol chegou a ser ameaçada, em maio do ano passado mega-escândalo da Fifa evidenciou vários casos de corrupção na venda dos direitos de transmissão de competições continentais na América Latina.

Desfalques no Brasil

Além de Neymar, que ficou fora da seleção por conta de um acordo da CBF com o Barcelona para que seja liberado para disputar as Olimpíadas do Rio-2016, o Brasil teve nada menos de cinco jogadores cortados por lesão (Ricardo Oliveira, Douglas Costa, Ederson, Rafinha e Kaká, que já não fazia parte da convocação inicial).

Como se não bastasse, Luiz Gustavo pediu dispensa nesta quinta-feira, alegando problemas pessoais.

Rivais

Os rivais também estão longe de contar com sua força máxima, a começar pela favorita argentina, que ainda não sabe se vai pode contar com o craque Lionel Messi em plenas condições.

O cinco vezes melhor do mundo sofreu uma lesão nas costas no último amistoso, contra o Honduras (vitória por 1 a 0), na última sexta-feira, e está longe dos Estados Unidos atualmente. Nesta quinta-feira, foi ouvido por um tribunal de Barcelona, onde está sendo julgado nesta semana por fraude fiscal. Os 'Hermanos' esperam ter Messi a 100% para acabar com a seca de 23 anos sem títulos.

O terceiro membro do trio 'MSN' do Barça, o uruguaio Luis Suárez, também preocupa.

Mais acostumado do que os outros dois a se envolver em polêmicas extra-campo, o 'Pistoleiro' está bem mais tranquilo desde a mordida que deu no italiano Chiellini há dois anos, durante a Copa do Mundo no Brasil. Está mais focado no jogo, mas a temporada espetacular que fez com seu time está cobrando seu preço.

Pouco depois de ganhar a chuteira de ouro ao se tornar o maior artilheiro dos campeonatos europeus, com 40 gols marcados, o atacante se lesionou na final da Copa do Rei, vencida por 2 a 0 na prorrogação contra o Sevilla, no dia 22 de maio.

Com problema muscular na coxa, 'Luisito' só deve poder jogar caso a 'Celeste' chegue às quartas de final.

Já o atual campeão Chile perdeu na quarta-feira seu único meia de criação, Matias Fernández, da Fiorentina, já que o técnico Juan Antonio Pizzi preferiu não convocar o veterano Valdivia, ídolo do Palmeiras, que joga hoje no futebol árabe.

Com os favoritos cheios de incertezas, a seleção americana tentará aproveitar o fator casa para conquistar seu primeiro grande título e fazer com que o esporte finalmente caia nas graças da torcida local.