“Foi algo muito triste, que mexeu com todas as esferas da sociedade gaúcha. Ficamos de luto, assim como o Brasil inteiro. Santa Maria é uma cidade muito forte no Jiu-Jitsu aqui no Estado e a prefeitura tinha garantido apoio total. Já estava tudo certo para que a primeira etapa fosse lá. Na hora da tragédia, já nos colocamos à disposição para o que fosse preciso”, conta Fernando Paradeda, tricampeão mundial e hoje presidente da Federação Gaúcha de Jiu-Jitsu (FGJJ).
Com 450 inscritos de academias que devem estar agremiadas à FGJJ, o evento da Capital vai dar aos campeões passagens para a disputa do Rio Open, campeonato que acontece no Rio de Janeiro no final de julho. O formato atual da Copa Gaúcha apresenta inovações. Uma das atrações é o sistema itinerante, permitindo que seis diferentes cidades do estado sejam sede ao longo do ano.
Outras dizem respeito à pontuação e à premiação: as três primeiras competições terão peso um e as três últimas peso dois, sendo chamadas de Primes – distribuindo ainda passagens para disputas internacionais, como o campeonato Europeu em Portugal, o Panamericano nos Estados Unidos e o Mundial nos Emirados Árabes. Quem somar mais pontos ao longo das seis edições, ainda garantirá presença no mundial dos Estados Unidos.
“É uma maneira que encontramos de manter os competidores motivados até o final do circuito. Quem começar bem, precisará manter. E quem não iniciar da maneira que gostaria, terá a chance de se recuperar até o encerramento da temporada. Estamos felizes com a aceitação dos atletas em relação a isso. Também procuramos oferecer viagens como prêmios para que eles possam conhecer novas escolas de Jiu-Jitsu”, explica Luciana Rangel, sócia da Pro Sports, organiza as etapas do estadual.