Esportes

Copa vai ocorrer sem relação com as manifestações, diz ministro do Esporte

Aldo Rebelo comentou os protestos em São Paulo e no Rio

Ministro Aldo Rebelo falou sobre protestos no País
Ministro Aldo Rebelo falou sobre protestos no País Foto : Marcello Casal Jr /ABr / CP
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, negaram nesta sexta-feira a possibilidade de a Copa das Confederações ser afetada pelos protestos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro contra o aumento das tarifas de ônibus.

• Protestos repercutem na imprensa internacional

As manifestações foram o principal assunto da primeira entrevista do ministro no Centro Aberto de Mídia montado no Forte de Copacabana, no Rio, para a competição. "A Copa das Confederações e a Copa do Mundo vão ocorrer sem relação direta com as manifestações", disse o ministro. Ele afirmou que os atos são democráticos desde que respeitem os princípios da sociedade democrática.

Para o ministro, as cenas de repressão às manifestações não passarão uma imagem negativa do Brasil. "O mundo perceberá que o Brasil não dispõe apenas dos direitos, mas dos instrumentos capazes de conter qualquer tipo de abuso, seja por parte das manifestações ou da repressão".

Já o representante do governo estadual garantiu que o Maracanã terá um cinturão de isolamento em que só será possível entrar com ingresso ou credencial. "Próximo ao estádio não será possível realizar qualquer manifestação", afirmou.

Sobre os manifestantes, Fichtner declarou: "com esses grandes eventos internacionais, há pessoas que querem aparecer, que querem dar conhecimento à sua causa política e pessoas que querem prejudicar quem assume a responsabilidade de realizá-los".

O secretário também afirmou que os protestos fazem parte da democracia: "A única possibilidade de não termos (as manifestações) seria não sermos uma sociedade democrática ou não realizarmos esses eventos no Brasil. Temos que conviver democraticamente (com isso), mas o que a gente espera é que não haja o abuso, a violência e (o protesto) não ultrapasse o limite de uma manifestação normal".

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