A lei regulamentará a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios e os preços dos ingressos, além de dar outras garantias aos patrocinadores do Mundial. Perguntado se o Brasil estava fazendo mais exigências do que outros países que também sediaram o evento, Valcke não deixou de expressas um certo cansaço pelas tratativas. “Deus, sim! Talvez seja porque vocês ganharam cinco vezes a Copa, e pensam que podem pedir, pedir e pedir. Na vida, é preciso pedir para ser atendido, é um princípio, só que agora está na hora de assinar”, ironizou Valcke, em entrevista coletiva.
O secretário-geral da Fifa informou que, na próxima quinta-feira, será realizado um evento no Rio de Janeiro para explicar, de forma clara, a diferenciação de preços de ingressos por categorias, tema no qual, segundo ele, há vários mal-entendidos, principalmente na chamada categoria 4, de ingressos populares. "Já ouvi coisas completamente malucas. Acho que há, para ser educado, um mal-entendido. Vamos preparar um documento que vai explicar claramente todos os grupos e categorias”, enfatizou.
Para ele, é necessário discutir as garantias da acessibilidade de alguns grupos aos jogos. Valcke exemplificou com os indígenas, aos quais o governo brasileiro pretende oferecer ingressos mais baratos. “É fácil discutir sobre tickets, mas é preciso ter certeza de que essa política será implementada. Seria uma coisa estúpida dar tickets aos índios, mas eles não poderem ir aos jogos porque serão disputados muito longe de onde estão.”
Também presentes à coletiva, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o ex-jogador Ronaldo Nazário, integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, ressaltaram os esforços feitos por todas as partes para que o país realize a melhor Copa de todos os tempos. “Quero destacar a determinação da presidente Dilma [Rousseff] e do ministério em promover todo o esforço necessário para o Brasil corresponder a todas as expectativas do país e do mundo”, disse o ministro.