Quando entrar em campo no próximo domingo, no estádio MetLife, em Nova Jersey, para disputar a final da Copa do Mundo contra a Espanha, Messi estará voltando ao palco de uma das maiores frustrações da sua carreira. Tão grande que o fez anunciar aposentadoria da seleção da Argentina, há pouco mais de 10 anos.
No dia 26 de junho de 2016, a Argentina encarava o Chile pela final da Copa América. A equipe era favorita e lutava para encerrar um jejum de títulos que vinha desde 1993. Mas o empate sem gols no tempo normal e na prorrogação levou a decisão para os pênaltis. Messi desperdiçou a primeira cobrança da Albiceleste e a equipe foi derrotada por 4 a 2. Era o terceiro vice-campeonato seguido de Messi com a seleção.
Na zona mista, em entrevista para o TyCSports, o camisa 10 desabafou:
"É incrível, mas não dá. Não passamos outra vez nos pênaltis. É a terceira final seguida. Nós buscamos, tentamos. É difícil, o momento é duro para qualquer análise. No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos. Muitos desejam isso. Não se conformam com chegar à final, nós também não nos conformamos. Perdemos outra vez nos pênaltis".
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A "aposentadoria" durou pouco. Três meses depois, ele voltou a atuar pela Argentina e marcou o gol da vitória de 1 a 0 contra o Uruguai, pelas Eliminatórias para a Copa de 2018. O resto virou história. Messi comandaria a Argentina nos títulos da Copa América de 2021 e 2024, além da conquista da Copa do Mundo de 2022. Coincidentemente, nos pênaltis.
Agora, aos 39 anos, Messi voltará ao palco da final de 2016, com a chance de encerrar novamente seu ciclo na seleção. Desta vez, quem sabe, com o título.